segunda-feira, 23 de julho de 2007

BADSLOV - O Terrível (Capítulo IX)

Capitulo IX – O adeus a um amigo

Dois meses não foram suficientes para que Dygs descobrisse algo de concreto para desmascarar Badslov.
Um dia, Badslov recebe uma estranha encomenda, havia comprado um navio carregado de leprosos alemães. Estes eram jogados em uma imensa câmara mortuária. Ninguém via a morte destes leprosos, porém às vezes apareciam nas pias ou nos sanitários algumas partes deles como olhos, dedos e orelhas. Dygs desconfiou, mas ao reportar-se as autoridades mais próximas percebeu que não se atreviam a tomar alguma providência. Decepcionado, Dygs decide liquidar com Badslov já que ninguém iria se importar mesmo, porém resolveu esperar e descobrir mais alguns podres do nefasto ser do inferno.
Dez anos se passaram, muito sangue de criados rolou neste período, Dygs estava cada vez com mais ódio e Borislov continuou na sua vida, sem perceber as peripécias do irmão e com muito custo conseguiu permissão de Badslov para plantar uma petúnia a cinqüenta quilômetros do castelo.
Badslov nestes dez anos matou muito e quanto mais velho ficava, agora com quarenta anos, mais maldade se juntava ao seu ser. Sua obsessão por sangue humano tornou-se muito grande e até comprou mais leprosos para exterminar. Comprou também enormes Gárgulas para o quarto de Borislov, este, ao ver aquela horrenda imagem ajoelhou-se e rezou durante horas para a salvação do mundo.
Certos dias acabaram-se todos os criados do castelo e Badslov só tinha Borislov, Satã e Dygs.
O que está para acontecer, caro leitor, mudará um pouco o rumo da história.
Um dia, Badslov cansa de ser bonzinho e decide fazer o seu irmão sofrer, para isto, dirige-se ao seu laboratório e lá desenvolve um liquido extraído de uma de suas vorazes tarântulas, este liquido urticante era muito forte e foi colocado em um frasco de perfume. Badslov aproxima-se do irmão e diz:
- Puro irmão, queira você usufruir deste adorável perfume odorífero da Escandinávia.
Borislov diz ao irmão:
- Claro, como eu poderia negar tamanha bondade!
Pondo em suas angelicais axilas o terrível veneno. Depois desta região, passou no delicado rosto e não foram necessários cinco minutos para Borislov começar a se retorcer de coceira.
Um mês depois chega ao castelo um pombo correio, este depois de entregar uma carta a Borislov foi devorado por Satã e a carta dizia:
“Querido Filho! Preciso de sua presença, estou morrendo e a qualquer momento posso deixar essa vida. Caso não possas vir dar-me o ultimo adeus, não te preocupes, pois entenderei.
Frei Francisco”

Borislov desesperado com o que lera pensa:
- Meu Deus! Meu amigo está doente, como deixarei meu irmão, ele nunca irá se conformar em me ver indo embora novamente!
Naquela noite Borislov diz ao irmão:
- Badslov, tu terás que ser forte!
Badslov aflito pergunta:
- Não me digas que Satã morreu?
Borislov com uma lágrima na face diz:
- Não! É algo muito pior. Eu vou embora, mas não penses que a vida acabará, pois será por pouco tempo!
Badslov com ar de alivio diz:
- Morrer! Ser forte! Vai de uma vez, estou dando graças ao Demônio! Vê se me deixa em paz! Já vai tarde!
Borislov triste vai embora do vampírico castelo Godsly.
Ao chegar no condado onde estava Francisco, Borislov descobre que este está em um estábulo, dirige-se até lá, encontra no chão o moribundo Frei, abaixa-se ao lado do amigo e diz:
- O que aconteceu contigo?
Tremulo Francisco responde:
- É o meu fim!
Borislov pergunta:
- Mas o que tens?
Francisco chorando diz:
- Peguei lepra e vou partir!
Borislov perseverante fala:
-Não digas isto!
Francisco então pede ao amigo:
- Cuide da minha paróquia, por favor, só até a chegada do meu substituto!
Borislov pensa no irmão, mas resolve atender o ultimo pedido de Francisco.
-Sim meu mestre, cuidarei.
Naquele momento Francisco parte para a eternidade silenciosa do plano celestial. ***

*** me puxei nessa frase e só tinha 13 anos hehehehe!

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