Capítulo V - O Castelo e o Mosteiro
O belíssimo castelo da família Godsly, que ficava no alto de uma colina e era cercado por um condado, hoje é o local onde vivem Badslov, Satã, Jaives e três mil e quinhentos criados.
O ambiente daquele lindo castelo transformara-se, tornou-se um local horrendo, o que antes eram petúnias, macieiras e flores de todos os tipos, agora eram urtigas, árvores secas e plantas carnívoras. O limo escorria pelas paredes, o local era o típico castelo do Drácula, sombrio e sinistro.
Badslov, com o temor de uma revolução no condado, pôs em volta do castelo muitas armadilhas, bem como um riacho artificial que passava sob a ponte. No riacho haviam muitos jacarés e piranhas.
Os criados deste castelo penavam nas mãos de Badslov e não recebiam a quantia que pagasse tanto sofrimento, isto quando não eram assassinados pelo conde no dia do pagamento.
Aos vinte e cinco anos, inspirado no livro “Um Espião no Castelo”, Badslov decidiu modificar seu diabólico lar. No original foram acrescentados alçapões, passagens secretas, armadilhas, câmaras de tortura, laboratórios escondidos, paredes falsas e quadros de espionagem.
Badslov era mau, sentia-se bem assim, mas seus últimos anos tornaram-se muito monótonos, não havia mais graça em maltratar os criados e o povo do condado. Badslov também se deprimia por nunca conseguir superar a grandiosidade da morte de seus pais. A figura dele foi tornando-se mais arrogante, chegando quase ao insuportável. Então comprou uma capa preta, esta era muito longa, em seguida obrigou os criados a se vestirem de preto. Comprou ao se fiel cão uma coleira terrível, esta possuía tenebrosas pontas de ferro. Como Badslov era ingrato, passou a maltratar Jaives como se fosse um criado qualquer.
Em uma cidade próxima ao condado de Badslov, ficava o mosteiro onde criou-se Borislov. Seus melhores amigos eram: Frei Francisco, que o acolheu, e Mimoso, um terneiro que curara de uma peste que atacara a região. No mosteiro, Borislov desempenhou várias funções: foi carpinteiro, cozinheiro, faxineiro, palestrante e por final tornou-se um monge. Nesta função trabalhou em diversas obras de caridade: ajudou surdos, mudos, paralíticos, curou moribundos, lutou em defesa dos escravos negros* e abrigou crianças abandonadas.
Certo dia, Francisco dá a seguinte notícia a Borislov:
- Filho! O que vou lhe contar pode perturbar-te, mas estamos organizando uma revolução para tirar seu irmão do poder do condado vizinho.
Borislov decidido diz:
- Que a vontade de Deus seja cumprida, mas peço-lhe que não o machuquem!
Neste momento, Borislov novamente é envolvido por uma grande luz ofuscante, e começam a ouvir a música cantada pelos monges do Himalaia. Ao que Francisco diz:
- Não se preocupe, meu filho! Não iremos matá-lo.
E uma revolução estourou no condado, todo o povo tentou invadir o castelo de Badslov. Todos tentaram em vão, pois os que não morreram nas armadilhas, Badslov mesmo encarregava-se de liquidar e em poucos minutos estava tudo acabado. Os rebeldes foram aniquilados e Badslov e seus criados massacraram a resistência, sobrando apenas os monges que não tinham abandonado o exílio.
Badslov, mesmo saindo vitorioso, estava com um ódio enorme dos monges. Não pensem que o próximo trecho foi escrito por Hitchcock, pois ele é terrível.
Badslov, após a batalha, vai até o porão do castelo e lá concentra toda a sua energia maléfica no mosteiro. Naquele momento, no mosteiro, o céu acizentou-se e uma enorme ventania pôs abaixo a velha casa matando Mimoso e todos os monges foram soterrados, exceto Francisco e Borislov que no exato momento estavam colhendo flores no bosque. Depois que constataram a tragédia, Borislov diz a Francisco:
- Irei tornar meu irmão uma pessoa bondosa!
Francisco sem muitas esperanças diz:
- Meu filho! Será uma tarefa difícil!
Borislov decidido diz:
- Não importa, eu tentarei!
Então os dois trocam um abraço e se despedem. Pobre Borislov, não sabia o que lhe aguardava!
* História não era minha matéria preferida na 8ª série.
O belíssimo castelo da família Godsly, que ficava no alto de uma colina e era cercado por um condado, hoje é o local onde vivem Badslov, Satã, Jaives e três mil e quinhentos criados.
O ambiente daquele lindo castelo transformara-se, tornou-se um local horrendo, o que antes eram petúnias, macieiras e flores de todos os tipos, agora eram urtigas, árvores secas e plantas carnívoras. O limo escorria pelas paredes, o local era o típico castelo do Drácula, sombrio e sinistro.
Badslov, com o temor de uma revolução no condado, pôs em volta do castelo muitas armadilhas, bem como um riacho artificial que passava sob a ponte. No riacho haviam muitos jacarés e piranhas.
Os criados deste castelo penavam nas mãos de Badslov e não recebiam a quantia que pagasse tanto sofrimento, isto quando não eram assassinados pelo conde no dia do pagamento.
Aos vinte e cinco anos, inspirado no livro “Um Espião no Castelo”, Badslov decidiu modificar seu diabólico lar. No original foram acrescentados alçapões, passagens secretas, armadilhas, câmaras de tortura, laboratórios escondidos, paredes falsas e quadros de espionagem.
Badslov era mau, sentia-se bem assim, mas seus últimos anos tornaram-se muito monótonos, não havia mais graça em maltratar os criados e o povo do condado. Badslov também se deprimia por nunca conseguir superar a grandiosidade da morte de seus pais. A figura dele foi tornando-se mais arrogante, chegando quase ao insuportável. Então comprou uma capa preta, esta era muito longa, em seguida obrigou os criados a se vestirem de preto. Comprou ao se fiel cão uma coleira terrível, esta possuía tenebrosas pontas de ferro. Como Badslov era ingrato, passou a maltratar Jaives como se fosse um criado qualquer.
Em uma cidade próxima ao condado de Badslov, ficava o mosteiro onde criou-se Borislov. Seus melhores amigos eram: Frei Francisco, que o acolheu, e Mimoso, um terneiro que curara de uma peste que atacara a região. No mosteiro, Borislov desempenhou várias funções: foi carpinteiro, cozinheiro, faxineiro, palestrante e por final tornou-se um monge. Nesta função trabalhou em diversas obras de caridade: ajudou surdos, mudos, paralíticos, curou moribundos, lutou em defesa dos escravos negros* e abrigou crianças abandonadas.
Certo dia, Francisco dá a seguinte notícia a Borislov:
- Filho! O que vou lhe contar pode perturbar-te, mas estamos organizando uma revolução para tirar seu irmão do poder do condado vizinho.
Borislov decidido diz:
- Que a vontade de Deus seja cumprida, mas peço-lhe que não o machuquem!
Neste momento, Borislov novamente é envolvido por uma grande luz ofuscante, e começam a ouvir a música cantada pelos monges do Himalaia. Ao que Francisco diz:
- Não se preocupe, meu filho! Não iremos matá-lo.
E uma revolução estourou no condado, todo o povo tentou invadir o castelo de Badslov. Todos tentaram em vão, pois os que não morreram nas armadilhas, Badslov mesmo encarregava-se de liquidar e em poucos minutos estava tudo acabado. Os rebeldes foram aniquilados e Badslov e seus criados massacraram a resistência, sobrando apenas os monges que não tinham abandonado o exílio.
Badslov, mesmo saindo vitorioso, estava com um ódio enorme dos monges. Não pensem que o próximo trecho foi escrito por Hitchcock, pois ele é terrível.
Badslov, após a batalha, vai até o porão do castelo e lá concentra toda a sua energia maléfica no mosteiro. Naquele momento, no mosteiro, o céu acizentou-se e uma enorme ventania pôs abaixo a velha casa matando Mimoso e todos os monges foram soterrados, exceto Francisco e Borislov que no exato momento estavam colhendo flores no bosque. Depois que constataram a tragédia, Borislov diz a Francisco:
- Irei tornar meu irmão uma pessoa bondosa!
Francisco sem muitas esperanças diz:
- Meu filho! Será uma tarefa difícil!
Borislov decidido diz:
- Não importa, eu tentarei!
Então os dois trocam um abraço e se despedem. Pobre Borislov, não sabia o que lhe aguardava!
* História não era minha matéria preferida na 8ª série.
4 comentários:
Finalmente consegui me dedicar a essa leitura construtiva e proveitosa e não me arrependi. Lá vão os comentários:
1. UAU! Três mil e quinhentos criados! Esse Badslov realmente é o meu ídolo!
2. Não acredito que o Mimoso morreu...
3. O que fará Borislov para converter o irmão???
PS: seria mais divertido o Badslov converter o veadinho para o mau HUAHAHAHA!!
Gabi
PS: até que enfim a loira conseguiu... viva o suporte técnico por telefone, hehe...
Heheheh, seja bem vinda ao Blog! Continue participando!
PS: Ex-veado é uma coisa que não existe hoje, imagine no século XVI, hehehe
Hum... Francisco e Borislov colhendo florzinhas no bosque...
Ai ai ai
Kelly
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