Capítulo VI – O Reencontro
Após cruzar uma cidade a pé, Borislov chega após muitos anos á sua cidade natal. Esta estava praticamente deserta e totalmente destruída. No chão viam-se corpos e cabeças.
Ao chegar ao castelo, Borislov fica petrificado, não acredita no que vê. Suas lindas flores e a claridade que existia haviam sumido. O limo escorria pelas paredes, um raio cruzava o céu e uma tempestade iniciava-se. Borislov, após atravessar a ponte com sacrifício, bate à porta e em seguida uma voz trêmula diz:
- Sim o que desejas?
Borislov com ar de felicidade diz:
- Alô Jaives! Não me reconheces?
O Mordomo abre os olhos e diz:
- Um milagre! Deus enviou o bondoso Borislov para nos salvar! Entre senhor, o castelo é seu!
Borislov emocionado diz:
- Obrigado Jaives, mas onde está Badslov?
Jaives receoso diz:
- No escritório, meu Senhor!
O bondoso Borislov entra no escritório. Lá dentro estava muito escuro, então, em meio a estatuetas de demônios surge a vil imagem de Badslov. Enfim, os irmãos se reencontraram. Será que Borislov será feliz nas mãos de Badslov? Lendo o resto do livro tu saberás!
Borislov em um gesto de ternura estende os braços a Badslov. Naquele momento a luz circula a cabeça de Borislov e ouvem-se pelo castelo músicas da igreja. Badslov então se aproxima friamente, e ao chegar bem perto diz com uma voz sádica:
- Que bom que voltou doce e amável irmão!
Neste momento trombetas infernais soaram pelo saguão do castelo, Borislov apavorado com a fisionomia maléfica de Badslov diz:
- Estou... Muito... Feliz... Em vê-lo... Irmão!
Assim Badslov diz:
- Você sabe onde fica o seu quarto. Ele ainda está lá!
E retirou-se cantando sua adorada marcha fúnebre. Naquela noite o pobre Borislov não conseguiu dormir, e de trás de um quadro, Badslov passou a noite observando o irmão, na sua cabeça só existiam planos para maltratar Borislov.
Só Jaives sabia da existência de Borislov no castelo, pois os demais criados já haviam se recolhido. Você leitor não imagina a confusão que isto causará!
Ao amanhecer, como de costume, Badslov acordou muito cedo, vestiu a capa, colocou a espada na cintura, chutou Satã e desceu as escadas. Ao chegar no meio desta, todos os criados deveriam estar ajoelhados em grãos de milho vestidos com roupas pretas. Então Badslov abriu a sua capa, ergueu a espada e disse:
-Ninguém! Eu disse ninguém me vencerá! Ninguém!
Isto era para assustar os criados, pois tinha medo de outra revolta.
Assim escolhia um criado para servir-lhe o café. Este consistia em cinqüenta taças de vinho servidas em uma bandeja. Das cinqüenta, ele bebia apenas uma, quarenta e oito jogava no criado e a ultima deixava cair em si mesmo para dizer que a culpa fora do criado, que era levado à sala de torturas.
Badslov dava-lhe cem chicotadas nas costas e depois colocava uma porção de sal e um copo de soda cáustica nas feriadas em carne viva, além disto, arrancava toda a sobrancelha do pobre, que na grande maioria das vezes se matava após tanto sofrimento.
No castelo haviam muitos criados, cada um desempenhava certa minúscula função, porém o seu sofrimento não compensava esta “vida” mansa. Chegava a morrer um criado por semana, então, Badslov tinha que trazer à força outro dos povoados vizinhos.
Ao acordar naquela manhã, Borislov recebeu o seu café no quarto servido por Jaives, o único que sabia da sua existência. Depois disso levantou-se e foi dar uma caminhada pelo castelo. A cada criado que passavam, este se ajoelhava a seus pés, Borislov imediatamente os levantava dando-lhes amizade e compreensão. Depois de alguns minutos foi deitar-se novamente.
Quando Badslov passou pelos criados percebeu que muitos deles não estavam se curvando e um deles com muita intimidade disse:
- Aí meu chapa! Tudo bem?
Naquele momento, os olhos de Badslov ficaram vermelhos, ele começou a bufar, abriu a capa, ergueu a espada e disse:
- Ninguém! Ninguém deve me desrespeitar, ninguém! Repito! Cortando a cabeça do criado com a espada e jogando-a para as piranhas do castelo. Durante uma semana esta cena repetiu-se. Foi quando Borislov se deu conta do que estava acontecendo e teve uma idéia, ele sempre se vestiria de branco, e o irmão, de preto. Então ele aprensentou-se para os criados e um problema foi resolvido.
Após cruzar uma cidade a pé, Borislov chega após muitos anos á sua cidade natal. Esta estava praticamente deserta e totalmente destruída. No chão viam-se corpos e cabeças.
Ao chegar ao castelo, Borislov fica petrificado, não acredita no que vê. Suas lindas flores e a claridade que existia haviam sumido. O limo escorria pelas paredes, um raio cruzava o céu e uma tempestade iniciava-se. Borislov, após atravessar a ponte com sacrifício, bate à porta e em seguida uma voz trêmula diz:
- Sim o que desejas?
Borislov com ar de felicidade diz:
- Alô Jaives! Não me reconheces?
O Mordomo abre os olhos e diz:
- Um milagre! Deus enviou o bondoso Borislov para nos salvar! Entre senhor, o castelo é seu!
Borislov emocionado diz:
- Obrigado Jaives, mas onde está Badslov?
Jaives receoso diz:
- No escritório, meu Senhor!
O bondoso Borislov entra no escritório. Lá dentro estava muito escuro, então, em meio a estatuetas de demônios surge a vil imagem de Badslov. Enfim, os irmãos se reencontraram. Será que Borislov será feliz nas mãos de Badslov? Lendo o resto do livro tu saberás!
Borislov em um gesto de ternura estende os braços a Badslov. Naquele momento a luz circula a cabeça de Borislov e ouvem-se pelo castelo músicas da igreja. Badslov então se aproxima friamente, e ao chegar bem perto diz com uma voz sádica:
- Que bom que voltou doce e amável irmão!
Neste momento trombetas infernais soaram pelo saguão do castelo, Borislov apavorado com a fisionomia maléfica de Badslov diz:
- Estou... Muito... Feliz... Em vê-lo... Irmão!
Assim Badslov diz:
- Você sabe onde fica o seu quarto. Ele ainda está lá!
E retirou-se cantando sua adorada marcha fúnebre. Naquela noite o pobre Borislov não conseguiu dormir, e de trás de um quadro, Badslov passou a noite observando o irmão, na sua cabeça só existiam planos para maltratar Borislov.
Só Jaives sabia da existência de Borislov no castelo, pois os demais criados já haviam se recolhido. Você leitor não imagina a confusão que isto causará!
Ao amanhecer, como de costume, Badslov acordou muito cedo, vestiu a capa, colocou a espada na cintura, chutou Satã e desceu as escadas. Ao chegar no meio desta, todos os criados deveriam estar ajoelhados em grãos de milho vestidos com roupas pretas. Então Badslov abriu a sua capa, ergueu a espada e disse:
-Ninguém! Eu disse ninguém me vencerá! Ninguém!
Isto era para assustar os criados, pois tinha medo de outra revolta.
Assim escolhia um criado para servir-lhe o café. Este consistia em cinqüenta taças de vinho servidas em uma bandeja. Das cinqüenta, ele bebia apenas uma, quarenta e oito jogava no criado e a ultima deixava cair em si mesmo para dizer que a culpa fora do criado, que era levado à sala de torturas.
Badslov dava-lhe cem chicotadas nas costas e depois colocava uma porção de sal e um copo de soda cáustica nas feriadas em carne viva, além disto, arrancava toda a sobrancelha do pobre, que na grande maioria das vezes se matava após tanto sofrimento.
No castelo haviam muitos criados, cada um desempenhava certa minúscula função, porém o seu sofrimento não compensava esta “vida” mansa. Chegava a morrer um criado por semana, então, Badslov tinha que trazer à força outro dos povoados vizinhos.
Ao acordar naquela manhã, Borislov recebeu o seu café no quarto servido por Jaives, o único que sabia da sua existência. Depois disso levantou-se e foi dar uma caminhada pelo castelo. A cada criado que passavam, este se ajoelhava a seus pés, Borislov imediatamente os levantava dando-lhes amizade e compreensão. Depois de alguns minutos foi deitar-se novamente.
Quando Badslov passou pelos criados percebeu que muitos deles não estavam se curvando e um deles com muita intimidade disse:
- Aí meu chapa! Tudo bem?
Naquele momento, os olhos de Badslov ficaram vermelhos, ele começou a bufar, abriu a capa, ergueu a espada e disse:
- Ninguém! Ninguém deve me desrespeitar, ninguém! Repito! Cortando a cabeça do criado com a espada e jogando-a para as piranhas do castelo. Durante uma semana esta cena repetiu-se. Foi quando Borislov se deu conta do que estava acontecendo e teve uma idéia, ele sempre se vestiria de branco, e o irmão, de preto. Então ele aprensentou-se para os criados e um problema foi resolvido.
Um comentário:
hehe... adorei a brincadeirinha das taças... muito boa
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