terça-feira, 3 de julho de 2007

BADSLOV - O Terrível (Capítulo I)

BADSLOV - O Terrível
“Tudo que está escrito nesta história não passa da fértil e maluca imaginação do autor. Nada que consta aqui aconteceu realmente.”


Introdução
Num determinado local, em uma bela tarde de inverno nasceram, de uma tradicional família, dois irmão gêmeos: Borislov e Badslov. Os dois eram gêmeos idênticos, porém no decorrer da história, você verá a diferença.


Capítulo I – A problemática infância dos Irmãos
Estava um dia maravilhoso: sol radiante, nuvens brancas e céu azul, porém no castelo onde moravam Borislov e Badslov, tudo era tempestade.
Badslov era um garoto mau e azedo, sempre trouxe consigo um trauma: não se conformava de ter nascido dez segundos após o seu irmão, Borislov, que era doce e amável.
A grande maldade de Badslov já estava nele desde bebê, pois quando os parentes seguravam Borislov no colo, este sorria para eles, mas Badslov vomitava em suas roupas.
Aos cinco anos ganharam seus primeiros livros. Borislov ganhou “Os Contos da Mamãe Ganso”, e Badslov ganhou “O Carrasco”. Foi neste ano que compraram seus bichinhos de estimação. Borislov uma ninhada de gatinhos, e Badslov um cesto com horrendas aranhas caranguejeiras, sendo que estas eram peludas e venenosas e Badslov adorava dormir abraçado a elas.
Um mês depois, Badslov encontrou no porão do castelo uma enorme pinça, a qual utilizava para arrancar os bigodes dos gatos do irmão e puxar os pelos das suas aranhas. Neste Natal, Borislov, com seu dinheiro, comprou bolas coloridas para ornamentar a árvore do castelo, mas Badslov comprou um martelo, para quebrar as bolas do irmão, e um machado para cortar a árvore.
Certo dia, Badslov acordou muito cedo. Por quê? Para passar graxa na escadaria do castelo. Borislov, como era puro e inocente, foi-se escadaria abaixo. Em seguida, Badslov desce dizendo:
- Você se machucou doce e adorado irmão?
Pisando no corpo ferido de Borislov, que diz:
- Como podes ser tão mau, meu irmão?
Badslov realizado com seu ato de maldade retira-se cantando uma marcha fúnebre.
Para Borislov tudo era cor-de-rosa, mas para Badslov a vida não passava de pensamentos malévolos. Só para o leitor ter uma idéia da maldade de Badslov, leia o próximo trecho.
Era um dia chuvoso. Dia chuvoso não é o correto. Era um dia de tempestade. Ótimo para Badslov e péssimo para Borislov. Badslov ao levantar-se, como de costume, fez mais uma das suas perigosas “brincadeiras” com o pobre irmão.
Como a porta do quarto de Borislov estava aberta, Badslov entrou de mansinho e colocou no chão, onde Borislov costumava por os pés ao levantar, caquinhos de vidro que ele mesmo teve a honra de quebrar. Pobre Borislov! Ao levantar-se, enfiou com toda a força os pés no chão, e ao sentir os minúsculos cacos de vidro penetrar-lhe a tão delicada pele, deu um grito e caiu no chão aos prantos.
Os pais não o repreendiam, pois eles mesmos tinham medo de Badslov, seu terrível, macabro e diabólico filho.
Certa vez, por pouco, uma flecha disparada por “acidente”, quase matou a sua mãe, a condessa Sheichanoê. A flecha quase atingiu a face da bondosa condessa, que apavorada caiu desmaiada ao solo e quando voltou a si viu o seu filho dando gargalhadas.
Todo o povo do condado tinha medo do terrível Badslov. E isso quando ele tinha apenas seis anos. Quando era chagada a hora da escolha da babá, havia brigas na entrada do castelo, mas somente quando era para Borislov, pois para Badslov elas eram trazidas à força e amarradas, e mesmo assim, muitas sofriam ataques cardíacos só de pensar nas crueldades que o jovem conde faria com elas.
Não querendo exagerar, mas não era bem uma babá que Badslov queria, mas sim uma cobaia para as suas enfadonhas brincadeiras.
Com sete anos, Borislov passava o dia com crianças no jardim, já Badslov passava horas no porão do castelo, todo esse tempo ficava afiando suas unhas em uma lâmina, esta servia para afiar facas e as unhas eram tão afiadas para rasgar a pele facial dos pobres criados do castelo.
Com esta idade seu melhor passatempo era nada mais nada menos do que colocar gatos amarrados com o rabo no pescoço de uma galinha e lançá-los em direção ao horizonte na catapulta real. Ele sentia um prazer enorme em ver os pobres felinos e galináceos voarem freneticamente em direção ao cinzento e tempestuoso céu do condado. Isso quando antes de lançá-los não colocava fogo nos pelo dos animais somente para dizer aos seus pais que eram cometas.
Borislov, ao contrário, fazia tudo diferente. Ao invés de pegar pobres animais e jogá-los longe, pegava-os e colocava-os em uma caixa perto de sua cama. Borislov viva no jardim no meio das flores, ele era o símbolo da inocência e do amor no condado, enquanto Badslov era lembrado como algo ruim e assustador.
Uma vez por pouco, sua mãe não se decompôs, o terrível filho colocou ácido em sua banheira para constatar que a pele em contato com este líquido realmente se decompunha. Se não fosse o seu pai, conde Mikael, a pobre condessa estaria desmanchada nesta altura dos acontecimentos.
Outra das suas travessuras de infância foi colocar seu irmão em uma carroça que ele mesmo havia construído. O detalhe é que o cavalo era o pobre Borislov que ficava preso a uma correia de espinhos e Badslov dava-lhe chicotadas para que andasse mais rápido. Por sorte seu pai chegou há tempo de salvá-lo, mas mesmo assim Borislov ficou uma longa temporada na cama por conta dos hematomas assustadores que ficaram em seu corpo.
Até agora, você viu apenas as pequenas travessuras de Badslov, pois quando ouvir as piores não dormirás mais!
Para o povo do condado chegar até o castelo era necessário atravessar uma ponte, porém em uma certa manhã, Badslov levantou-se e não pode brincar com seu irmão que ainda estava gravemente ferido e sendo assim Badslov teve que inventar outra diversão.
De um jeito muito inteligente, Badslov pegou o homem da torre que controlava a ponte e amarrou-o atrás de uma grande cortina. Depois disto, foi até o depósito de seu pai, pegou um barril de piche e derramou sobre a ponte. Na hora em que o povo chegou, eles nem notaram o que havia ali e ficaram grudados na ponte. Depois que mais de cinco pessoas tinham ficado presas, Badslov suspendeu a ponte, atirando o povo longe com a força do impulso. Esses pobres aldeões ficaram obviamente feridos, sendo que o mais leve foi de um camponês que teve duas fraturas no braço.
Certo dia, parentes muito afastados vieram de longe conhecer os dois irmãos. Borislov beijou-os e cumprimentou-os, mas Badslov deu-lhes grotescas dentadas com seus esfomeados caninos.
Uma vez houve uma grande festa no condado e a condessa e Borislov foram até lá, já o conde Mikael ficou em casa, pois estava doente e Badslov ficou para maltratá-lo. Naquela noite, no jantar, o conde senta-se à mesa com Badslov, mas ao aproximar-se do filho sente um horrendo e gélido arrepio na espinha. Enquanto Badslov devorava uma suculenta perna de galinha, seu pai mal conseguia comer de tanto medo do filho. Badslov ao terminar, começa a olhar fixamente para o seu pai e lamber os beiços. O pobre conde ao sentir seu pescoço ameaçado sai correndo e tranca-se em seus aposentos. Badslov estava do lado de fora a gritar:
- Abra papai! Eu quero sorver o seu plasma!
O Conde apavorado grita:
- Me Deus! Meu filho tem uma alma vampírica!
Essa foi a infância dos irmãos Godsly, mas embora tenha sido terrível, nem de perto poderá ser comparada a sua adolescência...

7 comentários:

Fabiano disse...

Caramba, pra uma mente de 13 anos, tu era praticamente um psicopata juvenil.

É boa a história, to curioso pra ver o que este ser maligno fez de tão terrível na adolescência.

Jigsaw, Fred Crueger, Jason, Darth Vader, Lord Sauron, pelo geito tinham medo de badslov....

Abraço

Fabio Capella disse...

Todos eles se inspiraram nela, na verdade o livro de cabeceira de todos esses seres malignos era Badslov - O Terrível!
Os próximos capítulos são mais curtos e o segundo será publicado amanha!

Alexandre Dias & Paula Brombatti disse...

Me desculpe...por favor não me mate!
{Chuck Norris sobre BadsLov}

João disse...

Achei muito forte o fato de Badslov quebrar as bolas de Borislov!!!!

Anônimo disse...

capella tu não tem o que inventar!

Fabio Capella disse...

Até tenho porque este aí já inventei há quinze anos atrás, o novo sim, este que estou escrevendo vai aterrorizar as mentes dos que forem ler! Tá ficando sensacional e prometo que crio uma personagem bem bacaninha pra ti tá legal!

Anônimo disse...

uiii, sai pra lá!
me tira dessa!