quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Badslov - O Retorno (Capitulo VII)

Capítulo VII – O Jovem Guerreiro

Vinte e cinco anos se passaram desde então, Badslov continuava seu governo cruel sobre a terra Escandinava e seus leais guerreiros continuavam massacrando o pobre condado e espalhando medo pelo restante do Velho Mundo. O general Scottuns, mais velho e mais sedento por sangue seguia torturando freiras e pobres moças de Schoenstat.
Badslov permitia que eles se divertissem, mas por vezes solicitava que uma virgem fosse levada até o castelo para que recebesse o sacrifício de ser tocada pelo cruel e insano conde. Normalmente após tirar-lhe a inocência de forma brutal, Badslov costumava ainda depilar todos os pelos das moças com uma imensa pinça, depois disso dava-lhe cento e trinta e cinco chicotadas e as obrigava a lamber seus furúnculos pustulentos. Pobres meninas, nesse momento costumavam implorar pela morte, mas Badslov não se importava e atendia o seu desejo jogando-as ao seu porão onde terríveis tarântulas terminavam com o suplício das inocentes garotas.
Há muitas léguas de distancia dali, em uma região pobre da Espanha, três soldados mamelucos estavam infernizando uma pequena aldeia ao sul das montanhas. Era um costume de Badslov enviar alguns dos seus soldados para outras terras distantes a fim de espalhar medo e terror.
As pobres mulheres pediam misericórdia para que seus maridos e filhos não fossem assassinados, porém parecia em vão. Os mamelucos seguiam à risca as ordens de seu mestre e estavam interessados em sangue e violência. Quando diversos homens da cidade já estavam mortos, os mamelucos começaram a incendiar algumas casas, muitas delas com famílias em seu interior.
Uma pobre moça ao perceber que um dos mamelucos estava indo em sua direção pôs-se a correr pelas ruelas da cidade, o monstro alucinado por sangue e luxúria só pensava em alcançar-lhe e tocar seu frágil corpo com a face do medo que Badslov tanto se orgulhava. A moça já exasperada entra em uma pequena rua quando percebe o erro que cometera, viu-se de frente com os outros dois mamelucos que já estavam livres novamente para caçar depois de terem queimado a igreja e o hospital.
A morte era certa e sua única esperança é que fosse rápida e sem dor. Um dos mamelucos a segurou pelos braços enquanto os outros dois imediatamente começaram a bater em seu rosto, o sangue já lhe escorria pela face e quando percebeu que eles já estavam arrancando as suas vestes, implorou:
- Por favor, não me machuquem! Eu tenho um filhinho para criar!
Eis que um dos cruéis arautos disse:
- Hehehe. Que isto não seja um problema! Mataremos o menino também!
A moça soltou um pranto de tristeza e dor quando de repente um ruído estranho pareceu cortar o ar como um assobio. Olhou para os olhos do seu algoz e percebeu que o sangue lhe escorria pela testa, foi então que observou o mameluco indo ao chão atravessado por uma faca que lhe atingira o crânio.
Os dois mamelucos pararam por um instante e atiraram a moça no chão. Ambos desembainharam suas espadas e perceberam uma imagem na entrada da rua. Sobre um cavalo negro estava um homem vestindo uma capa com um capuz que lhe cobria a face. Eis que um dos mamelucos perguntou:
- Quem és tu que se atreveste a matar um de meus companheiros?
O homem permaneceu em silêncio, imóvel e sem demonstrar qualquer reação. A moça arrasou-se para o canto da rua e protegeu-se atrás de um barril. O mameluco continuou:
- Idiota! Sabes que estou a mando do senhor das trevas? Prepare-se para morrer!
Silêncio novamente, o homem nada respondera, porém em um movimento muito mais rápido do que os mamelucos pudessem perceber, o misterioso guerreiro saltou de seu animal girando no ar e parando de pé na sua frente. Ele estava com a cabeça levemente abaixada e a sombra das casas não permitia que enxergassem o seu rosto. O homem esticou seu braço em direção aos soldados e chamou-lhes com as mãos dizendo:
- Vamos dançar então!
Os soldados de Badslov correram em direção a ele com suas espadas erguidas, mas ao se aproximarem em um único movimento o guerreiro puxou uma espada oriental e com dois giros defendeu-se do ataque dos seus inimigos. A moça só pode perceber que as laminas haviam se tocado pelo som que fora emitido, naquele momento o guerreiro estava de costas para os mamelucos e com muita tranqüilidade seguiu na sua direção já guardando sua Katana. Um vento morno atravessou a rua naquele instante e o tempo parecia congelado. Ela pensou em gritar para que ele não se descuidasse, mas quando ia fazê-lo ficou chocada com o que viu: Os dois soldados das trevas tombaram ao mesmo tempo, um deles teve a cabeça arrancada e o outro perdera todo o antebraço e jazia desesperado de dor no chão daquela rua escura.
O jovem salvador aproximou-se dela e disse:
- Não tema! Nada de mal irá te acontecer!
Ele então estendeu a mão para ela e disse:
- Venha já podes ir para casa! Qual é o teu nome?
- Gabrielle. - Respondeu a camponesa - . E o teu bravo guerreiro?
O homem ergueu-se e lentamente removeu o capuz que ocultava a sua face, olhou para Gabrielle e disse:
- Alguns me chamam de Guerreiro da Justiça, mas tu podes me chamar de Capella.

3 comentários:

Alexandre Dias & Paula Brombatti disse...

...."Vamos dançar então!"...

Tá Jonny Cage! te puxou! hehehehe...

Tá muito legal a história...a expectativa aumenta a cada capitulo...

Grande Abraço!

Anônimo disse...

hahaha, ta se achando! guerreiro da justiça!!!!

Fabio Capella disse...

Não viu nada! Vai ver o bicho pegar quando os outros guerreiros entrarem na história! Garanto que vai ter ação para todo mundo!