segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Diario de Um Lacaio - Parte IV

Minha Terra
Terra minha de incontáveis mazelas
Antes bela e verde, agora de negra cor
Não possui mais as antigas e adoráveis donzelas
Apenas mudas, cegas e surdas Freiras, sofrimento e dor

Terra minha de nomes e territórios incontáveis
Antes rica de solo, agora inférteis e pobres
Não possui mais a realeza e os nobres
Apenas Tiranos, Generais e mamelucos imprestáveis

Antiga terra, onde antes cavalgavam homens de bom coração
Recebe agora em teu seio a criatura mais selvagem
Aquele que nasceu segundos após seu antagônico irmão
E que agora domina e mata aqueles que cruzam sua passagem

Antiga terra cujo destino jaz, em parte, em terríveis mentes
Jamais verá doravante o laranja e tranquilo nascer do sol na esplanada
Ou terá seus filhos mortos na lâmina de minha afiada espada
Ou terá seus filhos mastigados pelos cachorroussauros e seus poderosos dentes.

R.S. (Data de publicação desconhecida)

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