
Capítulo XXI – A Terra dos Montes Verdejantes
A chuva pesada que estava caindo aliviou de súbito, e como toda tempestade de verão, assim como começou ela partiu liberando rajadas de sol que romperam as densas nuvens daquele dia tão movimentado.
Capella olhou o amigo e percebendo o quanto aquela moça significava para ele concordou com a cabeça dizendo:
- Vamos! Precisamos descansar um pouco e curar nossas feridas! Nossa missão pode esperar um pouco mais!
Lucienne que estava mais calma se rebelou novamente:
- Aonde pensas que vai com ela?
- Vou levá-la até Ieravam, minha família mora lá e podemos cuidar dos seus ferimentos!
- Eu quero ir junto! Ai de vocês que não me levem! Posso garantir que a fúria dos céus cairá sobre vocês! Por Aquiles e Poseidon, eu invocarei todas as pragas que conheço...
Lucienne estava taquilarica novamente, os três guerreiros já tinham se aproximado dos seus cavalos e Frodo já tinha acomodado Kamily sobre o seu animal, quando não agüentando mais as reclamações da moça, virou-se para ela e disse:
- Você vai com a gente! Mas chega de tanta gritaria! Dan a jogue no cavalo e vamos logo antes que anoiteça!
O Ogro, obediente como sempre, foi pegar Lucienne novamente quando a moça o encarou:
- Nem se atreva a me agarrar assim de novo! O que pensas que é um Ogro Selvagem?
- Na verdade, Ogro ele é! – Disse Capella já montado e sorrindo.
- Ahã! É verdade, mas não precisa ser selvagem! – Disse Lucienne encabulada com o acontecido.
- Venha moça pequenina! Não precisa ficar com medo! Dan não vai te machucar! – Disse o Ogro coçando a cabeça com as enormes mãos.
Os amigos então partiram rapidamente em direção à Ieravam que ficava a meia lua de viajem daquele ponto.
Em outro ponto distante dali, no coração da Escandinávia Média, Badslov estava inspecionando pessoalmente o término da sua magnífica estátua de Satã, seu horrendo e pútrido cão. Em meio as mães que choravam desesperadas por verem a ossada dos seus pobres bebês servirem como armação para aquela obra demoníaca, Badslov regozijava-se com tamanho sofrimento.
No meio da praça central de Schoenstat, erguia-se solene e fantasmagoricamente a imagem do cão maldito, uma obra de arte regida pelo terrível Richard Scottuns e que na sua plenitude seria a cópia fiel do adorado cão do seu mestre.
Do alto de uma pedra, Scottuns segurava seu chicote voraz que se movia freneticamente a cada movimento dos seus poderosos braços. A satisfação em chicotear os pobres aldeões e freiras que foram destacados para a construção lhe abrandavam um pouco a decepção de não ter sido autorizado a esboçar sequer um pequeno projeto daquela “obra de arte”, entretanto lhe comovia o fato de mesmo sem este planejamento o seu trabalho estar agradando ao mestre.
Fato este que somente foi possível por ter convencido Badslov a utilizar as habilidades das freiras e aldeões, já que se dependesse dos seus malditos mamelucos infernais, o máximo que conseguiria construir seria a casa do cachorro, sem telhado e sem portas, o que enfureceria Badslov e lhe custaria outra queimadura horrenda e por mais sarcástico, sádico e maligno que fosse Scottuns, sobretudo, não era nem um pouco masoquista.
Ao ver que a imagem estava concluída, Badslov em meio ao povo gritou:
- Salve Satã! Meu demoníaco cão agora tem uma homenagem digna dos infernos!
As pobres freiras aterrorizadas ajoelharam-se e os sofridos aldeões começaram a chorar diante daquela imensa imagem sepulcral. Badslov em outro ato de loucura total ordenou:
- Celebremos esse momento! General queime as freiras agora mesmo! Ahaha
Scottuns ficou meio confuso com a ordem de Badslov, mas não se atreveu a perguntar nada, no meio do povo ele ordenou aos mamelucos que ateassem fogo nas pobres freirinhas que rolavam no chão incandescentes iluminando a noite sinistra. Badslov do alto do seu trono emitia gargalhadas macabras ao presenciar aquele mórbido término que encerrava solenemente a sua homenagem ao seu demoníaco e adorado cão.
Enquanto isso nossos heróis cavalgavam em alta velocidade em direção ao pacato e verdejante território de Ieravan, Frodo carregava cuidadosamente sua bela e futura pretendente em seus braços. Dan levava e falante e tagarela Lucienne na garupa e Capella seguia em silêncio sobre o seu cavalo pensando em algumas das palavras de Borislov.
... A estes guerreiros mais pessoas irão se somar...
Pensou Capella tentando imaginar que essa profecia podia realmente estar se realizando. Mas qual seria a missão dessas jovens na sua aventura? Bom, só o tempo lhe revelaria esse mistério.
- Minha família vive nessa região há muitos anos, como nunca vi vocês? – Perguntou Frodo para Lucienne enquanto cavalgavam.
- Nós nascemos nessas terras também! Mas nossa família nos levou daqui quando éramos pequenas. Fazem alguns meses que eu e Kamily retornamos.
- Kamily! Lindo nome. – Disse Frodo passando a mão sobre os cabelos da jovem desmaiada.
- Como ela está? – Perguntou Lucienne preocupada com a prima.
- Não é nada grave! Estamos bem perto de casa agora!
- Veja Sr. Frodo! A Entrada de Ieravam! Dan está em casa! Dan está em casa! Sr. Frodo está em casa! – Gritava o Ogro feliz em seu cavalo, causando caras e bocas de Lucienne que tapava seus ouvidos.
Os três guerreiros pararam diante das grande estátua que representava o deus Freyr, filho que Njord, que representava a paz e a prosperidade na agricultura, esta imensa imagem segurando sua espada sagrada marcava o início das verdejantes terras de Ieravan e serviam como indicação de que naquela terra a paz e a prosperidade reinavam há séculos.
Capella olhou admirado tamanha a beleza daquelas pastagens, ao norte podia observar um conjunto rochoso onde ficava a Pedra do Urubu, ao leste as belíssimas plantações de abóbora nanicas eram regadas pelo majestoso rio “Alberich de Mergures” e na subida da montanha avistara o singelo mosteiro das freiras cegas, surdas e mudas. Ali naquela íngreme subida um rebanho de ovelhas musculosas pastava sossegado.
Frodo se aproximou dos amigos e disse:
- É bom estar em casa!
- É mesmo, esse lugar é lindo! – Disse Dan reprimindo uma lágrima.
- É muito bonito, mas não pensem que vou subir aquele morro! É muito alto e eu tenho medo! Vocês não podem subir lá assim, esses cavalos estão cansados...
- Sshiiii! - Disse o Ogro fazendo sinal para que Lucienne ficasse quieta.
Os amigos entreolharam-se e partiram para mais um curto galope até a casa da família de Frodo que ficava próxima ao pé da montanha.
A chuva pesada que estava caindo aliviou de súbito, e como toda tempestade de verão, assim como começou ela partiu liberando rajadas de sol que romperam as densas nuvens daquele dia tão movimentado.
Capella olhou o amigo e percebendo o quanto aquela moça significava para ele concordou com a cabeça dizendo:
- Vamos! Precisamos descansar um pouco e curar nossas feridas! Nossa missão pode esperar um pouco mais!
Lucienne que estava mais calma se rebelou novamente:
- Aonde pensas que vai com ela?
- Vou levá-la até Ieravam, minha família mora lá e podemos cuidar dos seus ferimentos!
- Eu quero ir junto! Ai de vocês que não me levem! Posso garantir que a fúria dos céus cairá sobre vocês! Por Aquiles e Poseidon, eu invocarei todas as pragas que conheço...
Lucienne estava taquilarica novamente, os três guerreiros já tinham se aproximado dos seus cavalos e Frodo já tinha acomodado Kamily sobre o seu animal, quando não agüentando mais as reclamações da moça, virou-se para ela e disse:
- Você vai com a gente! Mas chega de tanta gritaria! Dan a jogue no cavalo e vamos logo antes que anoiteça!
O Ogro, obediente como sempre, foi pegar Lucienne novamente quando a moça o encarou:
- Nem se atreva a me agarrar assim de novo! O que pensas que é um Ogro Selvagem?
- Na verdade, Ogro ele é! – Disse Capella já montado e sorrindo.
- Ahã! É verdade, mas não precisa ser selvagem! – Disse Lucienne encabulada com o acontecido.
- Venha moça pequenina! Não precisa ficar com medo! Dan não vai te machucar! – Disse o Ogro coçando a cabeça com as enormes mãos.
Os amigos então partiram rapidamente em direção à Ieravam que ficava a meia lua de viajem daquele ponto.
Em outro ponto distante dali, no coração da Escandinávia Média, Badslov estava inspecionando pessoalmente o término da sua magnífica estátua de Satã, seu horrendo e pútrido cão. Em meio as mães que choravam desesperadas por verem a ossada dos seus pobres bebês servirem como armação para aquela obra demoníaca, Badslov regozijava-se com tamanho sofrimento.
No meio da praça central de Schoenstat, erguia-se solene e fantasmagoricamente a imagem do cão maldito, uma obra de arte regida pelo terrível Richard Scottuns e que na sua plenitude seria a cópia fiel do adorado cão do seu mestre.
Do alto de uma pedra, Scottuns segurava seu chicote voraz que se movia freneticamente a cada movimento dos seus poderosos braços. A satisfação em chicotear os pobres aldeões e freiras que foram destacados para a construção lhe abrandavam um pouco a decepção de não ter sido autorizado a esboçar sequer um pequeno projeto daquela “obra de arte”, entretanto lhe comovia o fato de mesmo sem este planejamento o seu trabalho estar agradando ao mestre.
Fato este que somente foi possível por ter convencido Badslov a utilizar as habilidades das freiras e aldeões, já que se dependesse dos seus malditos mamelucos infernais, o máximo que conseguiria construir seria a casa do cachorro, sem telhado e sem portas, o que enfureceria Badslov e lhe custaria outra queimadura horrenda e por mais sarcástico, sádico e maligno que fosse Scottuns, sobretudo, não era nem um pouco masoquista.
Ao ver que a imagem estava concluída, Badslov em meio ao povo gritou:
- Salve Satã! Meu demoníaco cão agora tem uma homenagem digna dos infernos!
As pobres freiras aterrorizadas ajoelharam-se e os sofridos aldeões começaram a chorar diante daquela imensa imagem sepulcral. Badslov em outro ato de loucura total ordenou:
- Celebremos esse momento! General queime as freiras agora mesmo! Ahaha
Scottuns ficou meio confuso com a ordem de Badslov, mas não se atreveu a perguntar nada, no meio do povo ele ordenou aos mamelucos que ateassem fogo nas pobres freirinhas que rolavam no chão incandescentes iluminando a noite sinistra. Badslov do alto do seu trono emitia gargalhadas macabras ao presenciar aquele mórbido término que encerrava solenemente a sua homenagem ao seu demoníaco e adorado cão.
Enquanto isso nossos heróis cavalgavam em alta velocidade em direção ao pacato e verdejante território de Ieravan, Frodo carregava cuidadosamente sua bela e futura pretendente em seus braços. Dan levava e falante e tagarela Lucienne na garupa e Capella seguia em silêncio sobre o seu cavalo pensando em algumas das palavras de Borislov.
... A estes guerreiros mais pessoas irão se somar...
Pensou Capella tentando imaginar que essa profecia podia realmente estar se realizando. Mas qual seria a missão dessas jovens na sua aventura? Bom, só o tempo lhe revelaria esse mistério.
- Minha família vive nessa região há muitos anos, como nunca vi vocês? – Perguntou Frodo para Lucienne enquanto cavalgavam.
- Nós nascemos nessas terras também! Mas nossa família nos levou daqui quando éramos pequenas. Fazem alguns meses que eu e Kamily retornamos.
- Kamily! Lindo nome. – Disse Frodo passando a mão sobre os cabelos da jovem desmaiada.
- Como ela está? – Perguntou Lucienne preocupada com a prima.
- Não é nada grave! Estamos bem perto de casa agora!
- Veja Sr. Frodo! A Entrada de Ieravam! Dan está em casa! Dan está em casa! Sr. Frodo está em casa! – Gritava o Ogro feliz em seu cavalo, causando caras e bocas de Lucienne que tapava seus ouvidos.
Os três guerreiros pararam diante das grande estátua que representava o deus Freyr, filho que Njord, que representava a paz e a prosperidade na agricultura, esta imensa imagem segurando sua espada sagrada marcava o início das verdejantes terras de Ieravan e serviam como indicação de que naquela terra a paz e a prosperidade reinavam há séculos.
Capella olhou admirado tamanha a beleza daquelas pastagens, ao norte podia observar um conjunto rochoso onde ficava a Pedra do Urubu, ao leste as belíssimas plantações de abóbora nanicas eram regadas pelo majestoso rio “Alberich de Mergures” e na subida da montanha avistara o singelo mosteiro das freiras cegas, surdas e mudas. Ali naquela íngreme subida um rebanho de ovelhas musculosas pastava sossegado.
Frodo se aproximou dos amigos e disse:
- É bom estar em casa!
- É mesmo, esse lugar é lindo! – Disse Dan reprimindo uma lágrima.
- É muito bonito, mas não pensem que vou subir aquele morro! É muito alto e eu tenho medo! Vocês não podem subir lá assim, esses cavalos estão cansados...
- Sshiiii! - Disse o Ogro fazendo sinal para que Lucienne ficasse quieta.
Os amigos entreolharam-se e partiram para mais um curto galope até a casa da família de Frodo que ficava próxima ao pé da montanha.
2 comentários:
Gostei Capella!!! Muito legal, to me apaixonando pela Kamilly. O Bicho vai pegar.
Muito bom o capítulo. Capítulo de junção entre atos...
Aguardo o próximo...
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