Capítulo XXIV – A Terra do Gelo EternoAtrás de uma imensa porta do mais nobre cedro da Europa, estava um homem de baixa estatura e de mãos calejadas. As feridas sempre abertas em seu corpo lembravam os antigos escravos jogados nas batalhas dos temidos coliseos. Sua força não residia em seu corpo material, mas sim na sua mente que já suportara todo tipo de provação servindo ao Senhor das Pútridas Tarântulas. Alexus estava escondido, observando o que seria uma visão há muito esperada. Finalmente um dos dois demônios cairia.
Scottuns olhou o mestre e disse:
- Senhor! Antes de punir-me peço-te perdão e imploro que ouças algo muito importante!
Badslov era louco, porém uma curiosidade mórbida fez com que parasse seu ataque e permitisse ao servo a palavra.
- Senhor! Queria que soubesse que nesta terra de Ieravan existe algo que realmente pode lhe interessar!
- Se isto for um fato, te pouparei seu estafermo! Diga! O que pode me interessar?
Scottuns percebendo que tinha uma chance ajoelhou-se novamente e disse:
- Mestre! Reza a lenda que nas terras de Ieravan existe um grande mosteiro, repleto de freiras!
Badslov abriu um sorriso sinistro, ele guardou sua espada e caminhou em direção a janela. Ao chegar ao vidro observou a região que existia ao sul de seus domínios e proferiu:
- Conte-me mais a respeito!
- Senhor! Lá existe esse mosteiro e as suas freiras são cegas, surdas e mudas! Além disso, tem um povoado repleto de pessoas felizes e crianças...
Badslov virou-se para o escravo e com um sorriso estampado na face maculada pelas trevas disse:
- General! Não diga mais nada! Assim que concluíres a missão a Asgard, ordeno que envie uma tropa até Ieravan, mande quantos Cachorrossauros forem necessários, mas eu quero todas essas freiras aqui!
- Sim Senhor! Assim que concluirmos a missão ao norte, estarei preparando o ataque a essa terra!
Scottuns partiu da torre, enquanto Badslov admirava as terras que ao longe se projetavam, em sua mente diabólica só existiam pensamentos mórbidos sobre as maldades que podia ele promover às pobres freiras cegas, surdas e mudas. Esse rol de sentimentos cruéis o encheu de entusiasmo e diante da sua janela começou a cantarolar sua adorada marcha fúnebre, enquanto as chamas ardiam na lareira diabólica.
Naquele instante Alexus decepcionado desceu até o seu aposento e ajoelhou-se rezando para que um dia todo esse mal terminasse. Scottuns desceu os trezentos e vinte e quatro degraus da torre e recostou-se sobre uma pilastra refletindo:
“... Não é à toa que sou o general negro da armadura de Java! Sou o único a sobreviver à fúria do nefasto e o único que o conduzirá ao domínio de todo o Velho Mundo! Nem que ele mesmo não queira isso... Ahahaha...”
Há muitas luas dali, em uma terra onde o gelo era eterno e os raios de sol jamais ousaram tocar, existia o antigo reino de Asgard. Reduto dos verdadeiros vikings, esta região era respeitada pela força vital de todos aqueles que nasciam com o infortúnio de conviver com as mais baixas temperaturas de todo o Velho Continente.
Asgard era conhecida também como o “Reino do Deus Odin” ou terra do “Sol da Meia Noite” e dentre suas crenças existia uma que narrava o dia que sete guerreiros deuses, cujos símbolos eram as estrelas que formavam a constelação da Ursa Maior, iriam se levantar e trazer paz a toda a terra.
A mitologia nórdica estava enraizada no seu povo e estes sete guerreiros tinham imensas estátuas espalhadas por todos os principais povoados que levavam os seus nomes: Merak, Megrez, Benetnash, Mizar, Dubhe, Phecda e Alioth. Bem no centro estava o imponente castelo de Vahalla, lá vivia a representante de Odin na Terra, a benevolente Lecyh de Polaris e a sua família real protegida sempre pela Guarda de Midgard.
Os tempos sempre foram difíceis para o povo dessa terra congelada, as baixas temperaturas sempre testavam os inocentes que nasciam ali, sendo que apenas os mais fortes sobreviviam à incessante nevasca que assolava aquele lugar estéril. Entretanto, nem mesmo todas as provações divinas àquele povo, se comparavam com os fatos que estavam se sucedendo. Badslov em sua fúria mortal tinha ordenado a seus exércitos de mamelucos e Cachorrossauros que dominassem Asgard e lhe trouxessem a cabeça de Lecyh e de sua sucessora ao trono.
Uma terrível batalha tinha ocorrido nos últimos momentos do castelo de Vahalla, que finalmente caiu diante das hordas sangrentas comandadas pelo mameluco chamado Xevious. Este terrível gigante tinha poucos cabelos em seu crânio e uma força descomunal. Era um simples mameluco, entretanto tinha caído nas graças de Scottuns no dia que demonstrou ser capaz de manusear uma espada em uma mão e um escudo em outra, tarefa não muito fácil de executar quando se é um “mameluco del inferno”.
Xevious tinha outra característica assombrosa, sua fúria e violência comparavam-se muitas vezes a de um Cachorrossauro faminto e seu instinto assassino foi o que garantiu a soberania da campanha ao castelo de Vahalla desde o retorno de Scottuns à Escandinávia Média, até o fatídico dia que arrancara pessoalmente a cabeça de pobre rainha de Asgard.
A conquista era suprema, exceto pelo fato de alguns membros da guarda real terem conseguido escapar com a filha mais nova da rainha, essa jovem tinha que morrer a qualquer custo e Xevious estava pessoalmente no encalço dos pobres guerreiros espalhando sangue e cabeças por diversos povoados por onde passara. Ele estava muito próximo de encontrar a pobre donzela e só restava um único condado já na divisa da Alta Escandinávia com a Velha Escandinávia, há apenas algumas luas ao norte da belíssima e ensolarada Ieravan.
O terrível mameluco dispunha de um Cachorrossauro e doze mamelucos bem armados, o que seria suficiente para derrotar os poucos soldados que ainda estariam de pé. Ao chegar ao meio do condado, Xevious e seus mamelucos mataram alguns guerreiros que tentavam proteger uma pequena casa que servia de abrigo. O monstruoso guerreiro de Badslov tinha pego em suas gigantescas mãos um dos guerreiros de Asgard que estava ferido mortalmente, porém ainda estava vivo.
Xevious apertava fortemente o crânio do soldado desarmado, e lhe disse:
- Digas agora se vossa princesa encontra-se naquela casa?
O soldado já prestes a morrer, em seu ultimo suspiro emana:
- Ali encontrarás tua morte! Arrghh...
Xevious irritado com o insulto terminou de esmagar a cabeça do soldado, jogando o seu corpo desfalecido no gélido solo ao seu lado. Ele olhou um dos mamelucos e ordenou que invadisse a casa. Este saiu em disparada para agradar seu líder e poucos metros antes de chegar à porta parou repentinamente.
Xevious não tinha percebido o que se sucedera e gritou ao arauto:
- Porque paraste? Miserável! Faça o que mandei!
Naquele momento o mameluco virou-se para Xevious, ele tinha um bumerangue pontiagudo cravado no peito, arma esta que nenhum dos soldados das trevas perceberam ter sido disparada, nem mesmo de qual direção viera. O mameluco caiu no solo enquanto todos os outros se postaram em posição de ataque.
Do alto de uma casa ao lado uma voz cortou como uma navalha a nevasca que caia sem trégua dizendo:
- Demônios! Mancharam minha terra com sangue! Agora terão aqui a sua sepultura! Pela força de Thor, eu vingarei o meu povo!
10 comentários:
Muito bom mesmo!!!
Ai, que ansiedade!!!
Publica logo o restante Capella!!!
Tô adorando!!!
Abraços.
Maldição!
Sempre aparece um guerreiro novo pra estragar o massacre!
É Scottuns, os dias de reinado do Maléfico Badslov estão acabando!!!!!!!!! E os seus tbm!!!
Hahahehehihihohohuhu
Quem é o guerreiro!!???!?!?!?!?
Jair-Thor de Asgard!
Caro autor,
Acredito que perdeste a oportunidade de acabar com este Scottuns que não acrescenta nada a trama. E, além do mais, ainda somos obrigados a aguentar os diários de um lacaio que são um porre a parte.
Caro anônimo,
Não vou responder a este comentário porque não tivestes a coragem de se revelar!
Cara ex-princesa do reino gelado de Asgard,
Caso consigas escapar no próximo capítulo, não vindo a sofrer tu nas mãos de BadsLov, por certo o guerreiro a quem estás prometida o sofrerá! HAHAHAHAHA (e raios cruzam o céu...)
Baaaahhhhhh.....
Show de bola!!!!
Tenho certeza que este mameluco maldito "Xevius" vai pagar por todos os seus pecados. Espero que
"Jair-Thor de Asgard" defira um poderoso golpe através de seu martelo, no "Porongo" deste "cabeça de astronauta". Este maldito não vai ter a menor chance.
HEHEHEHEHEHEHEH!!!!!1
Oh não!! Meu amor sofrerá!!!!
E agora? Quem poderá me ajudar???
Hehehe
Abraço.
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