segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Badslov - O Retorno (Capitulo XXIX)

Capítulo XXIX – O Encontro com o Frei

- Calma meu amigo! Deixe-me explicar... – Disse Capella que agora procurava não avançar mais sobre o oponente.
Lucienne assustada levantou-se, sacudiu as roupas sujas de grama e encarou o homem dizendo:
- E tu brutamontes, quem pensas que és?
- Eu sou Frei Johan! Guardião desse mosteiro e protetor das freirinhas cegas, surdas e mudas da ordem....
- Ah já sei, já sei! – Disse Lucienne interrompendo... – Da ordem das Franciscanas cantantes! Que mania de nomear as coisas de forma difícil.
- Moça atrevida e insolente! Queres que eu chame o Duley novamente para terminar o serviço convosco?
Capella que assistia a discussão infantil dos dois interrompeu dizendo:
- Caro Frei, soube de vossa missão nobre para com as castas senhoras, e venho aqui pedir vossa ajuda para outra missão sagrada.
- Quem vocês pensam que são afinal de contas?
- Eu sou Capella, e vim a estas terras encontrar bravos e nobres guerreiros para enfrentar o terrível Badslov!
- Ahhh. Os rumores que ouvi são verdadeiros então! Tu és um desses empertigados e supostos heróis que ouço falar a semanas!
- Não o senhor não está compreendendo... – Disse Capella
- E tu deves ser uma bruxa que anda por aí perturbando pobres animais! Já te aviso de antemão: não sacrificarás nenhuma ovelha em vossos rituais... – Disse o Frei indignado.
- Como ousas? Chamares-me de bruxa, vejam só, o Sr. é bem esquisito mesmo! O que queres falando de mim... – Bradou Lucienne virando-se de costas para Johan cruzando os braços de forma indignada.
- Frei Johan, não permitirei que nos insulte! Estamos buscando auxílio! Devo reunir os Guerreiros das Sete Virtudes e penso que tu deves ser um deles!
- O que eu sei sobre heróis e guerreiros? Sei apenas que dor e sofrimento encontram o caminho por onde passam... Para mim essa vida não serve, lamento...
Naquele tenso momento o Frei virou-se de costas para Capella e Lucienne, pegou seu bastão e disse:
- Vocês devem partir agora! Nada mais tenho que possa lhes ajudar...
- Vamos mesmo! Pra que vamos precisar de um Frei acovardado, e na verdade ele nem é grande coisa mesmo, disse Lucienne já partindo em direção à cerca.
- Espere Johan! Preciso de vossa ajuda... – Falou Capella enquanto o Frei dava alguns passos em direção ao mosteiro.
Vendo que não surtia resultado, nosso herói apelou:
- Espere Johan... O que tu temes? As batalhas sangrentas como em vosso passado? Temes sentir novamente o prazer pelo sangue daqueles que caem diante de vós?
Johan parou imediatamente, sua mão apertava violentamente o bastão, seus músculos contraiam-se revelando ainda mais sua poderosa forma física, Capella percebeu claramente que tinha mexido com os brios do Frei, entretanto não sabia com que tipo de forças ele estava se envolvendo.
Johan fechou os olhos e por um instante teve suas terríveis e sombrias lembranças trazidas á tona, de repente um grito de dor e sofrimento lhe veio à mente e ele abriu os olhos voltando-se para Capella.
- Não tens idéia daquilo que blasfemas? Que heróis podem trazer sofrimento de volta a um pobre homem de fé?
- Se não temes os demônios que remoem aquilo que fizeste no teu passado, então te junta a nós e ajuda-nos a eliminar todo o mal dessa pobre Escandinávia!
- Já te disse que estas mãos não mais se imacularão com sangue novamente! Desista ou terei que expulsar-te daqui!
- Eu jamais desisto daquilo que acredito meu bom Frei! Terás que me derrotar então! – Disse Capella com o olhar fixo em Johan, o herói abriu a capa para trás deixando à mostra sua Katana.
Johan percebendo que não teria outra opção girou o bastão no ar posicionando-se para a luta. Alguns metros separavam os dois homens, os olhares eram fixos um no outro. Lucienne que tinha retornado à cerca virou-se para ver porque Capella estava ainda perdendo tempo com Johan e assustou-se com a cena pensando:
- Homens! Sempre medindo sua masculinidade com a espada! Que tolos!
Novamente a sensação de o tempo ter congelado se apresentava, diante do nababesco rebanho de ovelhas musculosas e aos pés da magnânima plantação de abóboras nanicas os dois homens se estudavam prontos para o ataque. Capella percebia que somente convenceria Johan a ajudá-lo se provasse seu valor diante daquele experiente ex-guerreiro.
Johan por sua vez temia que os antigos tempos de batalhas sangrentas lhe batessem novamente á porta e que a sua paz conquistada com muito custo fosse lhe tirada em prol de guerras em vão em nome de falsas ideologias sem sentido.
O nobre Frei já presenciaria diversos guerreiros que lutaram bravamente para salvar povos e assim que se tornaram vitoriosos os escravizaram da mesma forma, estava cansado desse tipo de vida e a tranqüilidade da sua situação lhe permitia inclusive viver alheio a todo o mal que se semeava na Escandinávia por Badslov e Scottuns.
Capella moveu brevemente seu pé arqueando os joelhos para saltar sobre o seu oponente, Johan por sua vez concentrou sua torneada musculatura visando suportar o ataque do adversário e na seqüência desarmá-lo de forma vexatória sem precisar machucá-lo.
Capella preparou o ataque e gritou:
- Prepare-se! Ahhhh! – Saltando sobre o guerreiro sagrado, entretanto quando girou sua espada no ar percebeu que um objeto estava seguindo na sua direção.
O guerreiro com muita habilidade desviou sua lâmina do oponente e tratou de repelir a flecha lançada na direção certeira do seu fígado que estava desprotegido.
Ao cair no chão confuso observou Johan que não estava mais em postura de batalha e ao virar-se para o outro lado foi interpelado por uma voz que disse:
- Este que ousa desafiar um homem de fé encontrará a morte pela minha lâmina!
Capella abaixou a espada e viu diante de si dois guerreiros montados em cavalos negros, um deles era negro e já puxava outra flecha para apontar em seu arco, o outro vestia uma armadura e sacava uma imensa espada bretã.
Mais uma luta iria começar...



7 comentários:

PIMENTA disse...

DA-LHE PAU JOHAN...

Anônimo disse...

Buana, guerreiro nanico demais...
Mim chegar mais perto, não errar a próxima flexa!!!



HEHEHEHEHHEHE

Fabio Capella disse...

Motambo piadista! Virar cocô de cachorrossauro, me aguarde! Heheheh

Anônimo disse...

Bah, o Joanh tá parcendo o Bruce Lee de careca com dor de barriga....

João disse...

Devido ao comentário acima, venho me solidarizar com o Capella no seu intuito de transformar o Motambo em Cocô de cachorrosauro!!

Unknown disse...

Em decorrência das fortes ameaças relatadas e registradas aqui, irei calar-me, com o intuito de preservar a vida do personagem "Motambo" e o estômago do cachorrossauro, que por ventura o comeria.

Anônimo disse...

pobre capella não vai dar nem pro cheiro....