Capítulo XXVIII – Confusão com ovinosOs dias de Asgard eram sempre muito longos. Este fenômeno era conhecido em toda a Alta Escandinávia como o Sol da Meia-Noite, ou “The Sun of Midnight” como os bretões costumavam chamar. Naquele dia específico nem mesmo os poucos raios de sol que conseguiam penetrar à nevasca profana que caia sobre a terra do gelo eterno conseguiam acalentar o coração de uma bela moça que chorava sobre o corpo inerte do seu amado.
Kellen era jovem, muito jovem para alguém que em poucos dias presenciara todos os seus sonhos caírem por terra, assim como caiu a cabeça de sua mãe, a bondosa rainha Lecyh. Agora estava diante daquele que jurou amar e que se sacrificara para salvá-la de um monstro assassino, como a vida podia ser tão injusta? Como ela seguiria em frente sem o seu amado? Esses pensamentos perpassavam na mente da doce menina de cabelos encaracolados e olhar alegre de outrora.
Com a face ensopada por lágrimas, Kellen repousou a cabeça de Fabian em seu colo e disse:
- Acorda! Acorda meu herói! Não me deixe aqui! Eu perdi tudo!
Naquele momento uma lágrima descolou-se de sua face entristecida e caiu sobre o rosto do guerreiro de Asgard, foi quando de repente seus olhos começaram a mover-se e Fabian sorriu de forma serena. Ele abriu os olhos e disse:
- Achaste mesmo que te deixaria aos cuidados de Jair-Thor? Devo lembrar-te do juramento que te fiz em vosso castelo?
Kellen engoliu o soluço do pranto e imediatamente sorriu passando a mão no rosto do amado dizendo:
- Você disse: “Estarei sempre ao teu lado te protegendo...”. Sim eu jamais esqueceria isto...
Naquele instante Fabian abraçou sua amada e ambos se beijaram fervorosamente em meio ao deserto de gelo que os rodeavam. Jair-thor ficou meio constrangido e simulou um pigarro para chamar-lhes atenção.
- Diga meu amigo, o que desejas? – Disse Fabian encerrando o beijo apaixonado.
- Mestre temos que sair de Asgard! Temo que outros virão em busca da princesa.
- Concordo contigo! Acredito que devemos seguir ao Sul!
- O que tem ao Sul? – Disse Kellen intrigada.
Jair-thor virou-se para as montanhas que ao longe eram tocadas pelo sol e disse:
- Lá fica Ieravan! É para lá que nós vamos...
- Mas por que Ieravan? – Interrompeu Kellen.
- Por que lá foi viver o nosso antigo mestre: Johan, O Destruidor. – Disse Fabian erguendo-se e apontando para as montanhas.
Há alguns quilômetros dali, em um cenário completamente distinto do gelo eterno de Asgard, encontravam-se duas criaturas muito curiosas que observavam atentamente um rebanho de ovelhas bem incomuns pastarem sossegadas do outro lado de uma cerca.
- Acho que devemos gritar daqui para ver se alguém nos ouve...
- As freiras são surdas! Dãaaaa... – Disse Lucienne provocando Capella.
- Elas são, mas o Frei não é! Engraçadinha...
- Ah vamos pular aqui essa cerca, lá dentro encontramos ele!
- Não sei se é uma boa idéia! Está vendo aquele carneiro chifrudo ali na frente? A cara dele não é muito boa não!
- Ah meu Deus! Que tipo de herói é você que enfrenta assassinos e tem medo de uma ovelhinha! Deixa que eu vá lá, já cansei dessa história e desse Frei...
- Lucienne é melhor esperarmos pelos outros, de repente me precipitei, Lucienne, espere...
Já era tarde, a moça já tinha pulado a cerca e começava a caminhar desconfiada em direção às ovelhas que pastavam na sua frente. Capella não vendo outra saída pulou a cerca também e quando foi aproximar-se da garota impertinente percebeu que o tal carneiro mal encarado estava bufando e preparando-se para o bote.
- Você não vem? Vai ficar ai com essa cara de bobo... Capella... por que você está com essa cara de bobo?
- Lucienne, corre! - Disse o guerreiro quando o terrível animal musculoso partiu para cima da moça atordoada.
A garota impertinente nem arriscou virar-se na direção do ovino enfurecido, simplesmente saiu desatada a correr pelo pasto verdejante enquanto Capella e um rebanho de ovelhinhas musculosas observavam a perseguição frenética.
Nosso herói retornou então para o outro lado da cerca e ficou ali rindo e observando a camponesa que por algumas vezes passava rente a ele gritando:
- Faz alguma coisa!!!!!! Que tipo de herói tu pensas que é! Esse bicho louco vai me matar...
- Percebes agora que tipo de incidente pode ocorrer se invades terra alheia! Acho que te observarei mais um pouco.... Ahaha...
Lucienne estava profundamente arrependida, mas nem para pedir socorro o seu orgulho permitia desculpar-se, quando já estava quase sem fôlego e moça espevitada tropicou em uma pedra e desabou ao solo embolando-se com a grama verde e macia daquela pastagem.
Capella percebeu o perigo e saltou sobre a cerca, mas parecia tarde, o animal estava praticamente sobre Lucienne, a garota tentou arrastar-se desesperada e já pensava que tudo estava perdido quando de repente um vulto saltou de cima de uma árvore caindo bem diante dela.
Ao arrastar-se ela nem percebera a presença dele e agarrou as suas pernas como quem agarra a tábua da salvação. Capella parou de se mover e observou a figura de pé na frente de Lucienne, ele tinha o semblante fechado e uma capa semi-aberta no peito deixava músculos espartanos à mostra.
O homem fez apenas um gesto com suas poderosas mãos e o enorme carneiro endemoniado parou repentinamente a alguns centímetros da moça. Ele fez um ruído estranho que o bicho parecia entender e sinalizou com a cabeça para que o animal se afastasse.
Capella não acreditou quando o terrível ovino saiu bufando e ciscando em direção as demais ovelhinhas, Lucienne que ainda estava de olhos fechados agarrada às pernas do misterioso homem afastou-se o repelindo rapidamente sem olhar nos seus olhos.
O guerreiro da justiça já imaginando quem se tratava abriu um sorriso e deu um passo à frente quando de repente o outro homem lançou seu bastão de pastor na direção do herói cravando-o na terra com tamanha violência que ficou tremendo sua haste por alguns instantes.
Capella, que parou de súbito, postou-se em posição de defesa, e o Herculano ser que ali se apresentava removeu o capuz dizendo:
- Alto lá! Quem ousa interromper meu sono na árvore e invadir essa terra sagrada? Vocês terão que se ver comigo agora...
10 comentários:
E aí engraçadinha, vai folgar muito no nanico! Heheheheh.
HAHAHAHAHA
Substituirei todos os meus cachorrossauros, por um exercito de Bodes endemoniados!
Dá-lhe Frei Johan!
Vamos dar umas lição nestes guerreiros da virtude! hehehehehe
ai capella, como tu é!
nanico!!!!
se notares a figura verás que ele está inclinado num ângulo de 74º o que elvaria sua altura em mais de 1/4 da altura de Lucienne...
Já desconfiava que Lucienne gostava de pular a cerca e se agarrar às pernas de poderosos guerreiros!
a tá, joão! só me faltava essa!
e pimenta, tu conseguiu fazer milagre com o teu desenho! o capella alto!!!!rsssss
ELE É O NOSSO HERÓI
TCHANTCHANRÃÃÃÃÃ...
TUN TUN TUNTUN TUN TUNTUN TUN TUNTUN...
Hehehehe. Dona Lucienne vai continuar nesse expediente de folgar na estatura do heroi????
Será que as coisas terão que piorar para a senhorita?
TchanTchanTchanTchanTchan!
isso não vale! que covardia! isso é chantagem!!!
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