Estavámos eu e o bastardo (sargento Kovalski) na ante sala do castelo, onde aguardavámos sermos chamados para uma reunião matinal de trabalho com o Mestre-das-Reuniões-Matinais-de-Trabalho. À propósito, tive de rebaixar o bastardo Kovalski. A idéia de me substituir como General, andou lhe subindo a cabeça, então tive de fazer isso para lhe devolver a humildade. Mas nada que um Penasso(*) não resolva, quando tiver de promovê-lo novamente.
A rotina no castelo era assim, o Mestre-da-Rotina acordava por volta da quinta cantada de zulo(**) da manhã. Ou deixava seus aposentos a esta hora, porque não sei precisar se ele dorme. Logo depois começa seu desjejum, em paralelo as sessões de tortura do Alexus - o maldito mordomo. Em seguida, os participantes da reunião são chamados. O que acontecia depois, acredito já ter escrito.
Mas, esta reunião em especial irei descrever em detalhes.
Então, estávamos nós ouvindo os gritos de Alexus, aguardando a reunião.
O Sargento parecia muito ansioso, pois ficava a fazer inúmeras perguntas, tipo:
- Pai?
- Já te falei pra não me chamar assim na frente da guarda!
- Desculpe, general?
- Fala duma veiz imbecil!
- Ai ... estou vestido de acordo a ocasião?
- Mas uma pergunta de fresco destas, e não me responsabilizo pelos meus atos!
Então, estávamos nós ouvindo os gritos de Alexus, aguardando a reunião.
O Sargento parecia muito ansioso, pois ficava a fazer inúmeras perguntas, tipo:
- Pai?
- Já te falei pra não me chamar assim na frente da guarda!
- Desculpe, general?
- Fala duma veiz imbecil!
- Ai ... estou vestido de acordo a ocasião?
- Mas uma pergunta de fresco destas, e não me responsabilizo pelos meus atos!
Os mamelucos da guarda, estávam a um canto rindo da situação.
Contei mentalmente o número em que estávam, e decidi decepar a cabeça de um deles, apenas para impor um pouco de respeito. Deu certo...
Como eu já havia escrito, sempre um numero de mamelucos me acompanhávam a reunião.
O motivo principal, era colocar o maior numero deles entre eu e o Mestre-dos-pesadelos pois, ao começar a matança, minha chance de escapar era maior. Nesta ocasião, decidi levar um número maior deles do que de costume. Afinal de contas eu pretendia por em pauta o assunto de Ieravan e minha proposta de me tornar governador.
Argumentar com o Mestre-dos-Parcos-Argumentos requer tato, como poderão entender mais
adiante.
De repente, a porta se abre e vejo Alexus - maldito mordomo - saindo com uma aparência deplorável e carregando uma bola de ferro (enorme) presa ao tornozelo, com uma corrente grossa e cheia de espinhos.
- Gostei do novo acessório, mordomo imprestável ... mas me parece que o Mestre não está de bom humor hoje, estou enganado?
- Scottuns ... tudo isso será cobrado um dia ... todo este sofrimento ... e não só de Badslov! .... mas de todos os que o estão apoiando!
- Acaso será voce a cobrar esta divida de sangue?
- AIIIIIIII .... AAIIIIIII ....
- HAHAHAHAHAHAHA, quanto te devo por isso idiota!
- BASTA! JÁ AVISEI QUE SÓ EU POSSO TORTURAR ESTA CRIATURA!
- Mestre! desculpe, não percebi que nos aguardava!
- Hmmmmm, tudo bem General ... Percebo que vieste muito acompanhado hoje, acredito que a reunião irá me deixar com um humor melhor... Entrem vamos, se acomodem, não vamos nos atrasar mais, afinal cada um de nós tem várias tarefas a cumprir em beneficio deste reino não é mesmo?
O sargento Kovalski, empolgado com a aparente boa vontade do Mestre, entrou correndo e provavelmente iria se sentar ao lado dele ... e eu comecei a imaginar meus planos indo por água abaixo, pois teria de enterrá-lo ao fim da reunião. Mas, paciência prometi a mim mesmo não interferir no teste de fogo!
Dito e feito, ao entrar eu por último (por motivos mais que obvios) lá estava o imbecil ao lado do Mestre, todo sorridente ... pobre ignorante, pensei eu, já tá morto, só falta deitar e não sabe.
Então nos levantamos e começamos com o juramento incondicional ao Mestre, como acredito já ter comentado, era o costume nestas ocasiões.
continua .....
Os mamelucos da guarda, estávam a um canto rindo da situação.
Contei mentalmente o número em que estávam, e decidi decepar a cabeça de um deles, apenas para impor um pouco de respeito. Deu certo...
Como eu já havia escrito, sempre um numero de mamelucos me acompanhávam a reunião.
O motivo principal, era colocar o maior numero deles entre eu e o Mestre-dos-pesadelos pois, ao começar a matança, minha chance de escapar era maior. Nesta ocasião, decidi levar um número maior deles do que de costume. Afinal de contas eu pretendia por em pauta o assunto de Ieravan e minha proposta de me tornar governador.
Argumentar com o Mestre-dos-Parcos-Argumentos requer tato, como poderão entender mais
adiante.
De repente, a porta se abre e vejo Alexus - maldito mordomo - saindo com uma aparência deplorável e carregando uma bola de ferro (enorme) presa ao tornozelo, com uma corrente grossa e cheia de espinhos.
- Gostei do novo acessório, mordomo imprestável ... mas me parece que o Mestre não está de bom humor hoje, estou enganado?
- Scottuns ... tudo isso será cobrado um dia ... todo este sofrimento ... e não só de Badslov! .... mas de todos os que o estão apoiando!
- Acaso será voce a cobrar esta divida de sangue?
- AIIIIIIII .... AAIIIIIII ....
- HAHAHAHAHAHAHA, quanto te devo por isso idiota!
- BASTA! JÁ AVISEI QUE SÓ EU POSSO TORTURAR ESTA CRIATURA!
- Mestre! desculpe, não percebi que nos aguardava!
- Hmmmmm, tudo bem General ... Percebo que vieste muito acompanhado hoje, acredito que a reunião irá me deixar com um humor melhor... Entrem vamos, se acomodem, não vamos nos atrasar mais, afinal cada um de nós tem várias tarefas a cumprir em beneficio deste reino não é mesmo?
O sargento Kovalski, empolgado com a aparente boa vontade do Mestre, entrou correndo e provavelmente iria se sentar ao lado dele ... e eu comecei a imaginar meus planos indo por água abaixo, pois teria de enterrá-lo ao fim da reunião. Mas, paciência prometi a mim mesmo não interferir no teste de fogo!
Dito e feito, ao entrar eu por último (por motivos mais que obvios) lá estava o imbecil ao lado do Mestre, todo sorridente ... pobre ignorante, pensei eu, já tá morto, só falta deitar e não sabe.
Então nos levantamos e começamos com o juramento incondicional ao Mestre, como acredito já ter comentado, era o costume nestas ocasiões.
continua .....
(*) Penasso = atualmente dizemos canetasso, mas como tal artefato não existia à época -porque na época somente existiam penas para escrever - então o pessoal da época usava este termo, para dizer a mesma coisa que se diz hoje, com o termo atual. NT(#)
(**) Zulo = não faço a minima idéia do que isso significa, acredito que o sentido desta palavra se perdeu com o passar dos séculos. Mas analisando o contexto, podemos supor que se trata de algum animal, como um galo atual, que emite sons matinais. NT(#)
NT(#) = nota do tradutor.

Um comentário:
snif!
esta istória num teve ninhum comment....
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