segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Badslov - O Retorno (Capitulo XXXIII)

Capítulo XXXIII – O mal entendido

Ederus virou-se e reconheceu o jovem que estava na companhia de um enorme Ogro com cara de poucos amigos. Na cena pode perceber também que duas jovens estavam se abraçando e diante daquilo tudo baixou sua espada dizendo:
- Grande Frodo! Filho de Aririus! Neto de Analhus! Estava pronto para exterminar este verme!
- Frodo deixe-me resolver isso sozinho! – Disse Capella ainda irritado. – Vou dar uma lição nesse patife!
- Oh meu bom Deus! Jovem Frodo tu foste enviado para impedir esse derramamento de sangue! – Disse frei Johan que se sentia angustiado com a possibilidade da luta transformar-se em uma tragédia.
- Amigos! Vamos conversar! Creio que tudo não passa de um mal entendido! Capella seu afobado, não podias aguardar por mim? Veja a confusão!
- Dan falou! Dan disse para Capella esperar o Sr. Frodo! A pequenina também! Foi muito teimosa!
- Vocês estão certos meus amigos! As coisas fugiram um pouco do controle! Concordo em encerrar essa luta inútil! Peço-lhe desculpa grande Ederus!
- Pequeno homem pedir desculpas pra Motambo! Mim querer pedido desculpa! – Disse o africano ainda sentindo o golpe em seu queixo.
- Claro! Desculpe-me grande guerreiro! – Disse Capella acenando com a cabeça e guardando a lamina.
- Está perdoado guerreiro! Agora exijo que se expliquem! Afinal de contas porque vós estais tumultuando nossa pacata região?
Os seis guerreiros se aproximaram da cerca para conversar e Capella começou a contar a sua história. Enquanto isso as moças conversavam animadamente com sorrisinhos marotos, certamente Kamily estava narrando sua investida sobre o Guerreiro da Amizade momentos mais cedo. Já Lucienne não perdia a oportunidade de dizer para a prima: “Ainda acho esse Frei meio estranho! Você não acha?” ou então “Veja só esse sujeito! Como pode me chamar de bruxa? Você acha que pareço uma bruxa?”
Ao terminar sua explanação Capella olhou para os ouvintes e disse:
- Então bom Frei! O que me dizes? Acreditas nas minhas intenções agora?
Johan olhou para Capella com uma expressão triste e proferiu:
- Jovem! Percebo a nobreza em vossa jornada, mas creio que devas parar com esse tipo de especiaria que utilizas para drogar-se!
- Como? Porque dizes isto? – Disse Capella decepcionado com o comentário.
- Porque não posso crer em um fantasma! Isso vai contra as escrituras sagradas!
- Calma meu bom Frei! – Disse Ederus repousando a mão sobre o ombro halterofilista do antigo ex-guerreiro. – Em minhas jornadas pelas terras quentes do Oriente pude ver coisas impressionantes e que as escrituras não reconheceriam também!
- Além disso, amigos, como explicar a ressurreição de Badslov? Esse é outro fato inaceitável! Não acham? – Questionou Frodo sabiamente.
- Eu não posso! Jurei que nunca mais me envolveria nisso! – Disse Johan visivelmente perturbado. – Minha missão é aqui com as freirinhas.
Lucienne que estava agora acompanhando a conversa olhou profundamente para Johan e disse:
- O que será dessas freiras se Badslov voltar-se para Ieravan? Pensaste nisso brucutu?
- Sim com todos os músculos que tenho em meu encéfalo!
- Hã? – Disse Lucienne não compreendendo o comentário debochado de Johan
- Deixa para lá! Vejo que o vosso está vazio!
- Ah sim engraçadinho agora! Deixe estar! Suas freirinhas ainda verão o tipo de homem que as está protegendo!
- Só não consigo imaginar como elas verão alguma coisa se lamentavelmente são cegas!
Dan não resistiu a piada do Frei e começou a rir compulsivamente. Frodo também achou graça, entretanto o momento pedia seriedade:
- Olha quem sabe vocês dois resolvem essa diferença mais tarde! O importante agora é saber quem está do nosso lado?
- Jovem Frodo! - Disse Éderus. – Minha espada estará sempre a serviço de Ieravam para proteger nossa terra, mas jurei a minha amada Ellis que não mais envolver-me-ia nessas batalhas! Eu lamento!
- Mim também ficar com Buana! - Disse Motambo abrindo um grandioso sorriso.
- E você Johan? Partirás conosco nessa viajem? – Disse Frodo preocupado.
- Lamento meu jovem! Respeito vossos motivos, mas essas mãos não irão mais empunhar uma arma! Pelo apreço que tenho pelo grande Aririus lhe peço que não insistas!
Capella decepcionado deu alguns passos para fora do semi-circulo e virou-se de costas com a cabeça abaixada e os punhos cerrados.
- Vocês não entendem! È o nosso destino! Não podemos fugir dele!
Ederus aproximou-se de Capella e disse:
- Vá viver sua vida! Volte para vossa terra e esqueça a Escandinávia! Não sabes o que uma guerra significa! Poderás nunca retornar com vida!
- Não me importa! – Disse Capella. – Vocês acham que algum povo, que alguma terra estará segura enquanto Badslov viver?
- Até hoje ninguém ousou atacar Ieravan, meu jovem! Esqueça isso e deixe-nos conduzir esse lugar em paz! – Falou Johan tentando encerrar o assunto.
De repente um cavalo empinou relinchando, nele um homem e uma mulher estavam montados, no instante que o animal postou suas patas no solo uma voz cortou o ar dizendo:
- Esse dia chegou amigos! Os mamelucos estão a caminho! Preparem-se porque a guerra vai começar...

3 comentários:

Anônimo disse...

Hoje não teve desenho no início, porque o ilustrador não conseguiu desenhar o enorrrrrme exército que se aproxima para espantar os ursos de Ieravan....
Acabou o romance galera!
The war has begun!
Como diziam os bretões ... ou como disse o Magneto.

Fabio Capella disse...

A ausencia de desenho foi culpa minha! No material que o Pimenta tinha, constavam dois capitulos 33 e ele desenhou o segundo que na verdade é o 34! Sorry! Foi erro de Copiar&Colar!
Quanto ao exercito, tá mais para uma horda de desajustados do que para um poderio bélico!

PIMENTA disse...

este capítulo mostra bem como a convivencia da turma é bem tranquila!! hehe