Capítulo XXXIV – As sombras da florestaAs tropas malditas de Badslov deslocavam-se lentamente, diria muito lentamente, entretanto não havia qualquer pressa em sua viajem. Comandados por um homem vestido com uma negra armadura, a horda de bestas apocalípticas e seres repugnantes caminhavam em direção a uma terra ensolarada.
Cantigas funestas eram entoadas de forma desordenada e totalmente arrítmica ao som de batidas das espadas contra as próprias armaduras. Essa era a tropa de mamelucos infernais que carregavam imensas jaulas contendo bestas apocalípticas sedentas por sangue.
À frente dessa total falta de cadência militar seguia Richard Scottuns e seu fiel rebento Kovalski. Ambos traçavam seus planos militares e modelavam estratégias perfeitas para aplicarem na sua futura incursão bélica. O terrível general das hordas-mal-cheirosas olhou para o seu aprendiz e disse:
- Fico satisfeito de vossa façanha na reunião do mestre! Vejo que poderás substituir-me futuramente enquanto eu governarei Ieravan!
- Sim mestre! Mas pergunto-lhe grande senhor da grande paciência! Porque estamos tão devagar?
Scottuns parou de repente e com um único movimento esbofeteou Kovalski dizendo:
- Tolo! Não percebes que estou seguindo o Cronograma proposto pelo grande Livro! Tens muito ainda a aprender!
- Sim meu senhor! Perdoai-me!
Naquele instante Scottuns fez sinal para que Kovalski ficasse quieto, ele olhou para as arvores ao redor, olhou para dentro da mata e logo após olhou para a tropa que o acompanhava. O temido general fez um cara de profundo descontentamento e arremessou sua espada voraz atingindo um mameluco gordo em cheio no peito o dividindo em dois.
Kovalski amedrontado perguntou:
- O que ocorreu meu Senhor?
- Nada! Achei ter ouvido algo nas árvores! Como não consegui perceber nada tive que tomar uma providência! Pelo menos foi a única que me ocorreu!
- Ah! Sim meu senhor! Vejo que tenho muito a aprender convosco!
- Exato jovem cópia de mim mesmo! Deves compreender que um general nunca para de súbito sem tomar alguma ação, mesmo que seja só para disfarçar que não viu nada!
E a tropa seguiu então o seu caminho pela mata, enquanto isso do alto de uma árvore duas figuras observavam a movimentação dos mamelucos de forma sorrateira. Logo que os monstros tomaram certa distância, os vultos voaram de arvore em arvore até alcançarem uma clareira onde saltaram em direção ao solo.
O lugar estava obscurecido pela sombra das árvores e uma das figuras olhou para a outra dizendo:
- Kopanka tomada aieiou! Tucoco Tatanka Iyotake! (Grande Uilho! Deves levar mensagem para grande Búfalo Sentado!)
- Soluka tomata! (Que mensagem minha princesa? )
- Pataca chonila dodanka ieiou! (Diga ao grande Búfalo que perigo ronda floresta! Sinto que o mal está presente! Avisa tribo que o perigo espreita! Mostra que Grande Gralha Velha da Crina Branca estava certa! Profecia está acontecendo!)
- Cloacquia Thakira ieouo! (Mas aonde vai tu Thakira?)
- Simbuka yamasaki onteiou! (Eu seguir criaturas! Sinto dever ir naquela direção! Agora vá, leva mensagem! Eu mandar você!)
- Andara undara unrata! (Sim princesa! Mas tomar cuidado! Mim voltar com outros da tribo! Mim proteger prima!)
Naquele instante Grande Uilho partiu em direção a mata fechada, enquanto a jovem princesa observava o vento soprando em seus longos cabelos negros. A jovem tinha a expressão preocupada em sua face, entretanto nem mesmo isto conseguia apagar a beleza estampada em um rosto que fora modelado com os mais perfeitos traços que a natureza podia conceber. Os seus olhos amendoados estavam fixos na direção do Leste e sua determinação ocultava o aperto que sentia em seu coração e a sensação de que algo mudaria sua vida para sempre.
Thakira olhou para a árvore e disse:
- Grande cedro rei! Peço permissão de subir em vossos galhos e seguir oculta nas sombras da mãe verde!
Ela aguardou em silêncio como se estive esperando a confirmação do seu pedido, após alguns instantes fechou os olhos e sorriu lançando-se em direção aos gigantescos troncos e cipós da floresta negra.
Enquanto isso uma pequena embarcação chegava ao outro lado do grande Rio Alberich que separava a Velha Escandinávia da gélida Alta Escandinávia. Seus tripulantes estavam cansados, mas uma força interior os movia em direção ao seu destino. Muitos tinham sido os obstáculos e muitas tinham sido as perdas na sua jornada.
Jair-Thor tratou de desembarcar seus cavalos da jangada que tinha construído devido ao seu grande treinamento com os mestres barqueiros vikings. Mesmo para uma pequena embarcação, sua desenvoltura diante das águas sempre agitadas da Escandinávia mostrava claramente que o soldado de Midgard era extremamente valoroso em seus conhecimentos náuticos.
Fabian já estava montado em seu potro selvagem e carregava sua linda princesa na garupa. Ambos ficaram um tempo contemplando a beleza daquelas pastagens verdes e floridas. Kellen com sua voz sempre meiga disse:
- Nossa que lindo Fabian! Este lugar é o paraíso?
- Não minha querida! Aqui começa Ieravan...
7 comentários:
Hakuna Matata!
traduzindo: Muito boa a estória. O Capella demonstra que cada dia mais está se aperfeiçoando na condução de seus personagens que, apesar de numerosos, recebem atenção adequada por parte do autor. E, assim como Tolkien o fez ele acabou de criar uma nova lingua que demonstra dizer muito em tão poucas palavras!
Puxa. Até que enfim o pessoal ta se encontrando...
Que venha a grande batalha!!!!!!
ha ha ha
Abraços.
Obs: Só pra lembrar...
Mandem as fotinhos tiradas no boliche pro meu e-mail??!!!!
E logo!!!
Acho muito bom!!!
E tchau!!!
Hehehe
As fotos que tenho são estas mesmas, quem me enviou foi a Lisi, ela tem as outras!
Então Thakira gosta de se jogar em grandes troncos......
Sim, todas as noites em casa no grande Jequitibá rei do seu esposo! Hehehehe
"""Jequitibá"""
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