Capítulo XXXIX – A Aparição
Sentado no funesto saguão do castelo de Godsly, o nefasto, o diabólico, o terrível Badslov estava apreciando o prazer de pessoalmente decapitar alguns bebês de Schoenstat. Essa era uma das suas maiores distrações quando Scottuns partia em alguma missão. Após silenciar os pobres infantes arrancando-lhes a cabeça do tronco e lançando-as a um Cachorrossauro que estava amarrado a sua frente, Badslov saiu a caminhar pelas nababescas escadarias do castelo.
O temido senhor-daqueles-que-o-temem estava entediado naquele dia, sua preocupação atual era quantas freirinhas aquele maldito mestiço iria lhe trazer para torturas especialmente draculescas. Só de imaginar ele lambia os negros beiços empalidecidos.
Ao aproximar-se da imensa gravura que o retratava junto ao seu fétido cão, Badslov parou e ficou a apreciá-lo. Ventos gélidos sopravam naquele lugar e gemidos demoníacos ecoavam pelos faraônicos aposentos do castelo. Sua mente viajava em uma visão de futuro onde ele teria o prazer de arrancar todos os pelos das pobres freiras que não gemeriam de dor por serem totalmente mudas, que maravilha poder causar um sofrimento sem ouvir lamentos, se bem que os lamentos também o excitavam.
De repente algo estranho ocorreu. Badslov começara a sentir um odor que há tempos não sentia. Algo tão repugnante, tão insuportavelmente delicado que o servo do capeta sentiu um arrepio em seu couro pútrido e mal cheiroso. – Maldito aroma de Narcisos! – Pensou ele.
De repente uma luz começou a invadir o castelo e Badslov virou-se para ela com o olhar enfurecido. Naquele momento uma voz ecoante disse:
- Badslov! Ordeno que pare com vossos planos de invadir Ieravan!
O terrível conde do mal olhou profundamente para dentro daquela aura ainda disforme e proclamou:
- Quem ousa invadir o meu castelo e atreve-se a me dar alguma ordem?
- Lembro-te que castelo é nosso!
Naquele instante a claridade dissipou-se e diante de Badslov surgiu a imagem do bondoso conde Borislov. O satânico-ser-de-satã encarou seu falecido irmão e às gargalhadas proferiu:
- Você! Eu devia ter imaginado! Que fazes vós aqui, efeminado irmão?
- Vim para dizer-te que tua alma ainda pode redimir-se, desista de todo o mal meu irmão e venha para a luz!
- Não seja tolo! Achas mesmo que eu deixaria o meu magnífico estilo gótico e partiria convosco em direção a esse reino encantado de luz! Estúpido, aqui posso matar a vontade! Não venha me perturbar com vossa besteira de sempre!
- Adorado irmão! Temo que tu sofrerás então! Como eu queria que isso não fosse necessário! Badslov tu cairás e isto será em breve!
- Ah sim, sim! A vossa profecia, claro! Se o vosso espírito se deu o trabalho de vir até aqui, imagino que tenha observado no saguão os pedaços dos bebes que tenho sacrificado! Espero que não venhas com outra profecia para daqui a 50 anos, pois estou ficando sem crianças para matar! Ahaha
- Achas mesmo que todo o vosso mal não será castigado meu irmão! Quero que tu saibas que a profecia já se realizou! E vosso destino já está traçado nas mãos do escolhido!
Badslov ficou visivelmente exaltado com aquela revelação. Seus olhos avermelharam-se e seus dentes malignos ficaram a mostra demonstrando raiva e loucura. Ele abriu a capa, ergueu a espada e disse:
- Como! Não pode ser! Ninguém! Repito ninguém poderá deter Badslov! Eu matei todos os pirralhos! Como ousas mentir assim seu ectoplasma estúpido!
- Quero que saibas que a vontade de Deus é suprema!
Naquele instante pode-se ouvir o som dos monges do velho Cáucaso gemendo cantigas sacras. Badslov repentinamente acalmou-se e com sua voraz frieza cortou aquela paz que tinha se instalado dizendo:
- Tolo! Já percebeste que vós estais sempre entregando o jogo, doce e inocente irmão?
- Como! Do que falas meu irmão! – Falou Borislov assustado.
- Acabas de entregar-me a cabeça desse seu herói em uma bandeja de prata! Ahaha. Vós dissestes que deveria deixar Ieravan! Ahaha. Estúpido, por acaso é lá que se encontra esse herói?
Ao dizer isso o som dos monges silenciou-se, e um ruído de cascavéis pode ser ouvido ao fundo. Badslov continuou:
- Espere até que meu general retorne de Ieravan! Nesse dia serei mais poderoso do que nunca! Ninguém me deterá!
- Isso se ele voltar com vida! – Disse Borislov sem perceber a grande bobagem que dissera.
Badslov que era muito astuto fechou sua capa e concentrou todo seu ódio e pensamento negativo naquelas palavras e com sua mórbida voz proferiu:
- Inocente como sempre fores! Podes dizer adeus a vosso herói! Ahaha.
Em seguida Badslov apontou sua espada negra para o espírito apavorado do irmão e prosseguiu:
- Agora em nome de Satã! Partas daqui ser de luz e volte para a nuvem de onde não deveria ter partido! Passe a eternidade tocando uma harpa!Ahaha.
Borislov que apenas tentara ajudar tinha cometido um erro que poderia ser fatal. A fúria de Badslov aliada com as suas habilidades ocultas lançou uma onda de energia negativa que enfraqueceu a aura do pobre irmão.
Aos poucos a imagem de Borislov foi desaparecendo enquanto ele suplicava para que o irmão não fizesse nenhum mal ao pobre escolhido. Um cheiro de enxofre tomou conta do ambiente e o terrível e satânico ser das trevas ergueu os seus braços no momento em que raios cruzaram os céus.
No condado de Schoenstat, o povo amedrontado rezava para que aquele não fosse o inicio do Armagedon. Uma tempestade desabava sobre a terra amaldiçoada e gemidos de almas perdidas propagavam-se por todo vale Del Diablo.
Sentado no funesto saguão do castelo de Godsly, o nefasto, o diabólico, o terrível Badslov estava apreciando o prazer de pessoalmente decapitar alguns bebês de Schoenstat. Essa era uma das suas maiores distrações quando Scottuns partia em alguma missão. Após silenciar os pobres infantes arrancando-lhes a cabeça do tronco e lançando-as a um Cachorrossauro que estava amarrado a sua frente, Badslov saiu a caminhar pelas nababescas escadarias do castelo.
O temido senhor-daqueles-que-o-temem estava entediado naquele dia, sua preocupação atual era quantas freirinhas aquele maldito mestiço iria lhe trazer para torturas especialmente draculescas. Só de imaginar ele lambia os negros beiços empalidecidos.
Ao aproximar-se da imensa gravura que o retratava junto ao seu fétido cão, Badslov parou e ficou a apreciá-lo. Ventos gélidos sopravam naquele lugar e gemidos demoníacos ecoavam pelos faraônicos aposentos do castelo. Sua mente viajava em uma visão de futuro onde ele teria o prazer de arrancar todos os pelos das pobres freiras que não gemeriam de dor por serem totalmente mudas, que maravilha poder causar um sofrimento sem ouvir lamentos, se bem que os lamentos também o excitavam.
De repente algo estranho ocorreu. Badslov começara a sentir um odor que há tempos não sentia. Algo tão repugnante, tão insuportavelmente delicado que o servo do capeta sentiu um arrepio em seu couro pútrido e mal cheiroso. – Maldito aroma de Narcisos! – Pensou ele.
De repente uma luz começou a invadir o castelo e Badslov virou-se para ela com o olhar enfurecido. Naquele momento uma voz ecoante disse:
- Badslov! Ordeno que pare com vossos planos de invadir Ieravan!
O terrível conde do mal olhou profundamente para dentro daquela aura ainda disforme e proclamou:
- Quem ousa invadir o meu castelo e atreve-se a me dar alguma ordem?
- Lembro-te que castelo é nosso!
Naquele instante a claridade dissipou-se e diante de Badslov surgiu a imagem do bondoso conde Borislov. O satânico-ser-de-satã encarou seu falecido irmão e às gargalhadas proferiu:
- Você! Eu devia ter imaginado! Que fazes vós aqui, efeminado irmão?
- Vim para dizer-te que tua alma ainda pode redimir-se, desista de todo o mal meu irmão e venha para a luz!
- Não seja tolo! Achas mesmo que eu deixaria o meu magnífico estilo gótico e partiria convosco em direção a esse reino encantado de luz! Estúpido, aqui posso matar a vontade! Não venha me perturbar com vossa besteira de sempre!
- Adorado irmão! Temo que tu sofrerás então! Como eu queria que isso não fosse necessário! Badslov tu cairás e isto será em breve!
- Ah sim, sim! A vossa profecia, claro! Se o vosso espírito se deu o trabalho de vir até aqui, imagino que tenha observado no saguão os pedaços dos bebes que tenho sacrificado! Espero que não venhas com outra profecia para daqui a 50 anos, pois estou ficando sem crianças para matar! Ahaha
- Achas mesmo que todo o vosso mal não será castigado meu irmão! Quero que tu saibas que a profecia já se realizou! E vosso destino já está traçado nas mãos do escolhido!
Badslov ficou visivelmente exaltado com aquela revelação. Seus olhos avermelharam-se e seus dentes malignos ficaram a mostra demonstrando raiva e loucura. Ele abriu a capa, ergueu a espada e disse:
- Como! Não pode ser! Ninguém! Repito ninguém poderá deter Badslov! Eu matei todos os pirralhos! Como ousas mentir assim seu ectoplasma estúpido!
- Quero que saibas que a vontade de Deus é suprema!
Naquele instante pode-se ouvir o som dos monges do velho Cáucaso gemendo cantigas sacras. Badslov repentinamente acalmou-se e com sua voraz frieza cortou aquela paz que tinha se instalado dizendo:
- Tolo! Já percebeste que vós estais sempre entregando o jogo, doce e inocente irmão?
- Como! Do que falas meu irmão! – Falou Borislov assustado.
- Acabas de entregar-me a cabeça desse seu herói em uma bandeja de prata! Ahaha. Vós dissestes que deveria deixar Ieravan! Ahaha. Estúpido, por acaso é lá que se encontra esse herói?
Ao dizer isso o som dos monges silenciou-se, e um ruído de cascavéis pode ser ouvido ao fundo. Badslov continuou:
- Espere até que meu general retorne de Ieravan! Nesse dia serei mais poderoso do que nunca! Ninguém me deterá!
- Isso se ele voltar com vida! – Disse Borislov sem perceber a grande bobagem que dissera.
Badslov que era muito astuto fechou sua capa e concentrou todo seu ódio e pensamento negativo naquelas palavras e com sua mórbida voz proferiu:
- Inocente como sempre fores! Podes dizer adeus a vosso herói! Ahaha.
Em seguida Badslov apontou sua espada negra para o espírito apavorado do irmão e prosseguiu:
- Agora em nome de Satã! Partas daqui ser de luz e volte para a nuvem de onde não deveria ter partido! Passe a eternidade tocando uma harpa!Ahaha.
Borislov que apenas tentara ajudar tinha cometido um erro que poderia ser fatal. A fúria de Badslov aliada com as suas habilidades ocultas lançou uma onda de energia negativa que enfraqueceu a aura do pobre irmão.
Aos poucos a imagem de Borislov foi desaparecendo enquanto ele suplicava para que o irmão não fizesse nenhum mal ao pobre escolhido. Um cheiro de enxofre tomou conta do ambiente e o terrível e satânico ser das trevas ergueu os seus braços no momento em que raios cruzaram os céus.
No condado de Schoenstat, o povo amedrontado rezava para que aquele não fosse o inicio do Armagedon. Uma tempestade desabava sobre a terra amaldiçoada e gemidos de almas perdidas propagavam-se por todo vale Del Diablo.
3 comentários:
Já estava na hora deste maldito pedir reforço mesmo, pois esse General estava muito fraquinho. Não iria ter, sozinho, a menor chance contra os guerreiros da virtude!!! Esta batalha começa a ficar mais interessante.
Abraço!!!!
Este tal Borislov...o cara é muito burro, ele só pode ser uma outra espécie mais aprimorada de um mameluco.
Bacana os dois últimos capítulos!!!
Abraço!!!
Fraquinho!!!!
Prepare seu arco guerreiro!!!
HUAHUAHUAHUAHUA!
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