quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Diario de Um Lacaio...

A Chegada a Ieravan (Ou a Caminho de Ieravan - Parte Final)
Na noite da quinta lua, conforme estava previsto, chegamos a montanha que da acesso a iluminada, prospera, encantada, florida e INSUPORTAVELMENTE ROMANTICA Ieravan.
De nossa privilegiada posiçao, no mais alto morro descampado, conseguimos visualizar praticamente toda a cidade. A nossa esquerda, milhares de casebres e pequenos castelos dos nobres da regiao. Ao centro uma extensa plantaçao de pequenas aboboras que, pelo que me consta, sao o forte da economia deste lugar. Tudo aqui e feito com esta maldita especiaria. Pastel de abobora nanica, pão de abobora nanica, café de abobora nanica, bolo de abobora nanica, etc de abobora nanica. ARGHHH. Ate o cheiro é insuportavel.
A direita fica o morro com o mosteiro onde estão as freirinhas, uma plantação das uvas do maravilhoso vinho feito por seus delicados pezinhos (das freirinhas) e um rebanho de cabras, ou bodes, ou ovelhas ... nao da pra ver direito daqui, que me parece ser a melhor opçao para alimentar este meu faminto exercito. Nos limites da cidade estao perfilados, ao que parece, uma centena de espantalhos imitando guerreiros. O Tenente Kovalski acha que são uma especie de oferenda aos Deuses da Guerra. Eu suponho que seja uma tentativa de nos enganar, uma armadilha! Imbecis, se isto é o melhor que conseguem fazer vão nos dar menos trabalho do que o esperado. Fiquei me preocupando a toa com esta batalha. Passaremos a noite montando a tenda principal, e a madrugada discutindo taticas de invasao com os chefes de pelotão.
No dia seguinte, pretendemos começar como que costumo chamar de "tecnica do suspense". Ficaremos gritando, simulando investidas, faremos treinamentos bem a vista, tudo com a intençao de deixar o inimigo nervoso e amedrontado. Na segunda manha, pretendo perfilar a tropa no topo do morro e com isso apresentar ao nervoso adversario todo o meu poderio belico! Entao, conforme vi nas antigas pinturas dos mais famosos generais da guerra, farei um inspirado discurso ante os meus homens, enquanto cavalgo perante eles, brandindo a espada.
É uma pena que, na pressa, esqueci de convocar aquele pintor napolitano.

5 comentários:

Anônimo disse...

começaram a repitir!!!

Fabio Capella disse...

Corrigido há tempo! Obrigado!

Anônimo disse...

Isto é o mínimo q um leitor assídou poderia fazer...

RECLAMAR!!!!

hehhehehehe

Anônimo disse...

Grande Capella,
todas as nossas taticas pra conseguir comentários estão funcionando! até cometer erros como esses pra receber comentarios de reclamação estão funcionando!

Fabio Capella disse...

Aprendi no Grande Livro (A arte da guerra em tempos de guerra), está no capitulo 44, versiculo 32, alinea b