
Capitulo V – O Poder do General
Aos primeiros raios de sol que atingiram os verdejantes pastos de Ieravan, antes mesmo do canto da graúna amarela que muitas vezes piava na frente dos galináceos daquele lugar, uma forte movimentação já tinha ocorrido.
Neste momento porém, o silêncio tomava conta do local, um silêncio aterrorizante e ao mesmo tempo sagrado que costuma anteceder aos trovões da guerra que somente calavam-se após os gritos de dor daqueles que sucumbiam diante das laminas gélidas dos seus oponentes.
No alto da colina mais alta diante de um vale coberto por uma imensa plantação de abóboras nanicas, um imenso contingente de soldados erguia-se solene, alguns guerreiros empunhavam espadas cujas lâminas enferrujadas matariam o adversário mesmo que nele fosse produzido apenas um pequeno corte. Outros usavam escudos de diversos tamanhos, entretanto ninguém utilizava ambos os artefatos.
Alguns destes desordenados guerreiros apenas lutavam para segurar em imensas correntes um grupo um pouco menor de horrendas feras apocalípticas que excepcionalmente naquela manhã encontravam-se um tanto sonolentas porém com a mesma sede de sangue rotineira.
Diante dessa tropa infernal, um homem erguia-se sobre seu eqüino negro. Seu elmo, utilizado apenas nas grandes batalhas da qual participara, o conferia um ar mais assustador ocultando os olhos do guerreiro vil e cruel por trás do aço. Seu corpo enrijecido pelo tempo estava protegido pela magnífica armadura da ilha negra de Java, ela que fora forjada especialmente nas lavas vulcânicas daquele lugar, nunca fora sequer arranhada em batalha e conferia um tórax volumoso e abdômen perfeito a qualquer individuo que a vestisse, sendo que dessa forma ocultava dos inimigos a real condição física do seu oponente, sem contar sua estatura que por não ser muito avantajada, poderia ainda ser motivo de motim entre seus comandados.
Aquele dia seria o dia da consagração e da gloria de Richard Scottuns, finalmente ele conquistaria um território para si próprio e não para o mestre das maldades supremas. Isto o estava excitando e nenhuma falha poderia ocorrer nessa sua incursão.
O temido general das hordas pútridas olhou com desprezo para o silencioso condado de Ieravan, novamente viu a infantil tentativa de enganá-lo e pensou mais uma vez que não deveria ter esquecido de convocar seu magnífico pintor napolitano, seria uma verdadeira lastima deixar de registrar esse momento, mas de qualquer forma, primeiro deveria ocupar-se da sua missão. Os tolos aldeões podiam esperar e toda sua fúria bélica deveria atirar-se sobre o mosteiro, onde por Dominus, ele garantiria que sua cabeça permaneceria ligada ao tronco.
Ele voltou para as sua tropa e teve a mais completa visão do inferno, os seus malditos mamelucos estavam arranjados na mais completa bagunça, fato este que desonraria qualquer general diante de sua tropa, mas nesse caso perdido Scottuns já se conformara há muitos anos, e naquele momento pensou que não teria a pintura mas poderia ficar eternizado se proferisse um discurso à altura dos grandes militares do seu tempo.
Scottuns se aproximou da beira do abismo, ergueu a espada e aos gritos proferiu:
- Homens! Quero dizer! Mamelucos Del inferno! Hoje não guiarei vocês apenas para mais uma batalha! Não! De forma alguma!
Pode-se ouvir um sonoro “Ohhhhhhhh...” vindo das fileiras de mamelucos. Então o líder prosseguiu:
- Hoje vamos entrar para a história! Hoje encontraremos a glória! Hoje suas malditas vidas terão um sentido!
Então um acalorado “Yehhhhhhhhh” ecoou pelas colinas, e os malditos guerreiros ergueram suas espadas gritando e urrando freneticamente. Kovalski que montava um pequeno potro ao lado de Scottuns percebera que aquele era o grande momento de sua vida, ele conduziria os mamelucos ao ataque e só estava esperando o momento para que isso ocorresse, mesmo sem saber ao certo quais eram os planos de Scottuns, já que cochilara em toda a reunião de planejamento no dia anterior.
Scottuns cada vez mais empolgado continuava:
- Eles lá embaixo zombam de vocês! Eles lá embaixo, pensam que somos estúpidos! Vocês são estúpidos? – Gritou o general temendo uma resposta.
- Nãooooooooooooo! – Gritaram os soldados babando e se cuspindo.
- Então nós vamos mostrar que esse plano não nos afeta! Agora eu peço a vocês que...
De repente, num rompante de histeria e bravura impulsionada pelo discurso do seu pai, o jovem Kovalski gritou:
- Atacarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!
Imediatamente os malditos seres descontrolados projetaram-se como uma imensa onda de terror na direção da colina, enquanto Scottuns totalmente desnorteado só conseguiu exalar uma única palavra que resumia perfeitamente aquilo se se passara em sua cabeça:
- Nãooooooooooooooooo!
Aos primeiros raios de sol que atingiram os verdejantes pastos de Ieravan, antes mesmo do canto da graúna amarela que muitas vezes piava na frente dos galináceos daquele lugar, uma forte movimentação já tinha ocorrido.
Neste momento porém, o silêncio tomava conta do local, um silêncio aterrorizante e ao mesmo tempo sagrado que costuma anteceder aos trovões da guerra que somente calavam-se após os gritos de dor daqueles que sucumbiam diante das laminas gélidas dos seus oponentes.
No alto da colina mais alta diante de um vale coberto por uma imensa plantação de abóboras nanicas, um imenso contingente de soldados erguia-se solene, alguns guerreiros empunhavam espadas cujas lâminas enferrujadas matariam o adversário mesmo que nele fosse produzido apenas um pequeno corte. Outros usavam escudos de diversos tamanhos, entretanto ninguém utilizava ambos os artefatos.
Alguns destes desordenados guerreiros apenas lutavam para segurar em imensas correntes um grupo um pouco menor de horrendas feras apocalípticas que excepcionalmente naquela manhã encontravam-se um tanto sonolentas porém com a mesma sede de sangue rotineira.
Diante dessa tropa infernal, um homem erguia-se sobre seu eqüino negro. Seu elmo, utilizado apenas nas grandes batalhas da qual participara, o conferia um ar mais assustador ocultando os olhos do guerreiro vil e cruel por trás do aço. Seu corpo enrijecido pelo tempo estava protegido pela magnífica armadura da ilha negra de Java, ela que fora forjada especialmente nas lavas vulcânicas daquele lugar, nunca fora sequer arranhada em batalha e conferia um tórax volumoso e abdômen perfeito a qualquer individuo que a vestisse, sendo que dessa forma ocultava dos inimigos a real condição física do seu oponente, sem contar sua estatura que por não ser muito avantajada, poderia ainda ser motivo de motim entre seus comandados.
Aquele dia seria o dia da consagração e da gloria de Richard Scottuns, finalmente ele conquistaria um território para si próprio e não para o mestre das maldades supremas. Isto o estava excitando e nenhuma falha poderia ocorrer nessa sua incursão.
O temido general das hordas pútridas olhou com desprezo para o silencioso condado de Ieravan, novamente viu a infantil tentativa de enganá-lo e pensou mais uma vez que não deveria ter esquecido de convocar seu magnífico pintor napolitano, seria uma verdadeira lastima deixar de registrar esse momento, mas de qualquer forma, primeiro deveria ocupar-se da sua missão. Os tolos aldeões podiam esperar e toda sua fúria bélica deveria atirar-se sobre o mosteiro, onde por Dominus, ele garantiria que sua cabeça permaneceria ligada ao tronco.
Ele voltou para as sua tropa e teve a mais completa visão do inferno, os seus malditos mamelucos estavam arranjados na mais completa bagunça, fato este que desonraria qualquer general diante de sua tropa, mas nesse caso perdido Scottuns já se conformara há muitos anos, e naquele momento pensou que não teria a pintura mas poderia ficar eternizado se proferisse um discurso à altura dos grandes militares do seu tempo.
Scottuns se aproximou da beira do abismo, ergueu a espada e aos gritos proferiu:
- Homens! Quero dizer! Mamelucos Del inferno! Hoje não guiarei vocês apenas para mais uma batalha! Não! De forma alguma!
Pode-se ouvir um sonoro “Ohhhhhhhh...” vindo das fileiras de mamelucos. Então o líder prosseguiu:
- Hoje vamos entrar para a história! Hoje encontraremos a glória! Hoje suas malditas vidas terão um sentido!
Então um acalorado “Yehhhhhhhhh” ecoou pelas colinas, e os malditos guerreiros ergueram suas espadas gritando e urrando freneticamente. Kovalski que montava um pequeno potro ao lado de Scottuns percebera que aquele era o grande momento de sua vida, ele conduziria os mamelucos ao ataque e só estava esperando o momento para que isso ocorresse, mesmo sem saber ao certo quais eram os planos de Scottuns, já que cochilara em toda a reunião de planejamento no dia anterior.
Scottuns cada vez mais empolgado continuava:
- Eles lá embaixo zombam de vocês! Eles lá embaixo, pensam que somos estúpidos! Vocês são estúpidos? – Gritou o general temendo uma resposta.
- Nãooooooooooooo! – Gritaram os soldados babando e se cuspindo.
- Então nós vamos mostrar que esse plano não nos afeta! Agora eu peço a vocês que...
De repente, num rompante de histeria e bravura impulsionada pelo discurso do seu pai, o jovem Kovalski gritou:
- Atacarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!
Imediatamente os malditos seres descontrolados projetaram-se como uma imensa onda de terror na direção da colina, enquanto Scottuns totalmente desnorteado só conseguiu exalar uma única palavra que resumia perfeitamente aquilo se se passara em sua cabeça:
- Nãooooooooooooooooo!
7 comentários:
hahahahahaha!!!Valeu apena esperar
Capela, nota 10 pra este capítulo. Não dá outra, este general está perdido com um exército destes!!!
hahahahahaha......!!! É cômico só de imaginar.....
O desenho ficou muito bom também!!
Abraço!!
Maciel...
O Kovalski é F...
Scottuns diz:
Venho a público abrir meu coração e me desculpar formalmente com o autor deste BOLOGUE.
Tenho estado tão ocupado projetando esta batalha, e estudando as entrelinhas e minúcias do bom livro, a saber: A arte da guerra em tempo de guerra, que tenho faltado com o Guerreiro da virtude Capelluns.
Agora, lendo este magnífico relato, e relembrando esta bela passagem de minha vida, senti uma lágrima correr pelas minhas faces enegrecidas. E, então, novamente minha mente foi soprada pela Éfise - Grande deusa inspiradora de escritores de diários secretos.
Não posso prometer nada, mas acho que fiquei com vontade de participar novamente com meus escritos. E relatar minha visão dos fatos. Pois eu sei, o guereiro da virtude, por certo, contará a todos que a batalha foi vencida por eles, mas não! Eu garanto que foi vencida por minha selvagem horda de mamelucos, e agora estão todos eles, e suas esposas, como escravos do mestre do MAL HAHAHAHAHAHAHAHA .... pensando bem, este comentário ficou tão grande.... o capella da um copy & paste ai! e publica la, na página principal.... GRANDE ABRAÇO!
Quando o cara acha q o Kovalski aprendeu algo ele faz uma cag.... destas!! Este general está muito bem arranjado de "Substituto" mesmo!
heheheheheheheheeheheh!!!
Que bom fico feliz com seu retorno, grande lorde dos miseraveis servos! Bom retorno...
A propósito, daremos um belo chute no traseiro dos teus estupidos mamelucos, hehehehehehe
Quero o endereço do fabricante da armadura de Java!!!
Boa João!!! Vamos dar de presente ao Sr. Frodo!!
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