domingo, 7 de setembro de 2008

Badslov Vol II (Capitulo XVII)


Capitulo XVII – O Terrível Caçador


Enquanto os jovens cavaleiros cavalgavam bravamente floresta à dentro, em outro local distante dali, na região amaldiçoada conhecida pela alcunha de Media Escandinávia, no alto de uma terrível montanha passando pelo desfiladeiro Del Diablo, ficava o negresco castelo de Badslov Godsly.
Neste local, onde gemidos de torturas eram ouvidos eternamente em seus corredores, uma figura desesperada invadia os corredores sombrios em completo desespero. O homem que deixava um rastro de sangue pelo seu caminho agora subia as escadas que conduziam ao magnânimo salão do mestre do desespero supremo.
Ao se aproximar esbaforido daquele local pútrido, Richard Scottuns ouviu uma conversa ao longe, seguida de algumas gargalhadas. Por um instante o servo do diabo parou ante a porta daquele salão, mas novamente seus ímpetos de curiosidade e sua horrenda dor facial o fizeram adentrar ao ambiente sem muita perspicácia.
Badslov que estava sentado ao seu trono ergueu-se de súbito e gritou:
- Tu que ousas invadir meu salão, trouxeste minha encomenda?
Scottuns tremia, depois de sua vexatória derrota e seu ferimento ocular, mal recordara-se que tinha uma missão clara e objetiva, trazer as freiras cegas, surdas e mudas! E agora, como explicar isso ao mestre sem perder o outro olho?
- Meessstreee! Meessstre! Perdoe esse seu escravo... eu.. eu.. veja mestre, fui ferido em uma emboscada!
Naquele instante os olhos de Badslov encheram-se de ira! Ele ergueu sua espada sagaz e com um movimento brusco saltou sobre Scottuns dizendo:
- Miserável! Ousaste falhar mais uma vez! Agora vou arrancar-te o outro olho! Ahaha.
Scottuns mais uma vez sentiu a sensação de ter os seus dias de lacaio exterminados, quando de repente uma voz surgiu do outro lado do salão dizendo:
- Carrrro! Mestrrree dos mestrrres, como havia lhe contado, esse imbecil falhou convosco! Mas temo que ainda tenha alguma utilidade parrrra nós!
Badslov deteve seu punho, enquanto o homem falava:
- Esse seu generrral age de forrrrma totalmente amadorrra, mas penso que em batalhas futurrrras, sob meu comando ele poderrrá renderrrr mais!
Scottuns que tremia dos pés à cabeça, e que devido à emoção acabava por urinar-se, virou para a direção daquela voz e conseguiu com dificuldade enxergar aquele que proclamava tamanhas blasfêmias.
Era um homem alto e magro, com aspecto advindo dos Bálcãs e roupas que lembravam os antigos mercenários da alta transilvania. A forma como aquele homem forçava a letra r era assustadora, ele parecia um dos antigos mercadores romanos de escravos que há muito se perderam por aquela região na mesma época das imigrações espanholas.
O general caído levantou-se assim que Badslov, à contragosto o liberou. Naquele momento ele fitou aquele estranho e disse:
- Minha visão está deveras prejudicada, mas temo que esteja vendo um homem malcriado aqui a blasfemar coisas a meu respeito! Identifique-se gringo dos infernos e te mostrarei do que sou capaz!
O homem começou a gargalhar, e por incrível que parecesse à Scottuns, o seu maldito e eterno mau humorado mestre também sorria incansavelmente. Até que o homem chegou mais perto e disse:
- Eu sou Zorrrrerrr Terrrrificus, gran caçadorrr de rrrecompensas da baixa Rrrroma e da alta Transilvania!
Scottuns conhecia bem aquele nome, era o mais astuto e perspicaz caçador mercenário de todos os tempos, mas o que ele fazia naquele local? Antes mesmo de perguntar, Badslov disse:
- Seu imbecil, este é o grande caçador de cabeças que age naquelas bandas onde toma-se vinho assim como água! Ele aqui está a meu serviço para fazer aquilo que vossa incompetência não permite!
- Mas mestre! Isso é um......
- Cala-te! –Interrompeu Badslov – Tu obedecerás seu novo comandante a partir de hoje e aproveite para aprender algo senão eu juro por satã, eu arrancarei teu outro olho e o darei aos cachorrossauros!
Scottuns não podia contrariar mais Badslov, mas podia perceber a ironia daquele homem que o salvou da espada do mestre. Naquele momento resolveu concordar com tudo, até porque lhe ocorreu que perder outro olho lhe tiraria do negócio de futuro mestre do mal.
O servo ajoelhou-se diante de Zorrer e disse:
- Novo mestre, peço que perdoe esse lacaio, servir-te-ei daqui pra frente! Diga-me o que posso fazer por vós?
Zorrer com seu ar debochado disse:
- Já fizeste! Enquanto vós apanhava daqueles jovens incautos guerrrreiros, eu vos obserrrvava ao longe, aprendi todos os segrrrredos e frrrraquezas deles!
- Como? Quer dizer que foste vós?
- Sim! – Disse Zorrer – Eu salvei você da lamina daquele rrrapazote! Ahaha, que verrrgonha, um generrral levar uma surrra de um menino!
Scottuns não podia acreditar, mas seria tolice desafia-lo agora, isso o bom livro sempre dizia, “Aguarde momento certo quando estiveres por baixo”. Pois bem, mais por baixo seria impossível para o general naquele momento, que com a voz embargada disse:
- Fico agradecido a vós pela presteza em manter-me respirando!
Zorrer disse então:
- Esta cerrrto, mas enquanto vós corrrrria pela mata, eu conclui meu plano de exterrrminarrrr esses jovens! Estava aqui contando ao mestrrree como farrrrei para derrrota-los. E vós terrrás uma chance de me assistirrr fazendo aquilo que não pudeste! Ahahah.
Tamanha humilhação só não era maior porque com seu único olho Scottuns não conseguia visualizar que atrás de porta de cedro real Alexus rolava de rir daquela situação.
O general então pediu licença, mas antes de sair ouviu seu mestre dizer:
- Lacaio! Aproveita e providencia um tapa olhos! Talvez assim vossos soldados passem a respeitá-lo daqui pra frente, general caolho! Ahahaha.
O general correu para seus aposentos, e sem perceber a presença de Alexus, sentou-se diante da sua mesa de escribas e sacou de dentro da armadura de Java um livro negro de paginas amarrotadas. O general pôs-se diante dele e começou a escrever mesmo com as gotas de sangue pingando de sua face sobre as paginas.
Alexus viu aquela cena por alguns minutos e finalmente uma idéia lhe ocorreu, então o mordomo resolveu sair daquele lugar, mas não antes de ouvir o general gritar ao final de sua redação:
- Maldiçãoooooooooo!

4 comentários:

Anônimo disse...

Scottuns, o Lacaio Caolho diz:

Mijei nas calças????

Quanta humiliation....

Prepararei duas coisas para minha vingança.... meu melhor diário e, se sobrar tempo, uma maneira de me vingar de todos aqueles que me fizeram dodói.

Anônimo disse...

Melhor é ver o gringo tomador de vinho debochando da vossa cara hehehehe

Anônimo disse...

Que feio!!!!Mamãe não ensinou pedir para ir ao banheiro, não!!
Já sei galera!!!
Quem sabe nossa querida Amanda empreste algumas fraldas, ao general mijão!!!
hahahahahahaha!!!!!!

Abrrrrrrraço!!

Anônimo disse...

Scottuns, o Caolho, diz:

Caro Motambo,
Sinto lhe dizer, mas por isso sentirás o gosto amargo de minha lâmina.... HAHAHAHAHAHAHAHA

ps: Amargo, porque, como todos sabem, a uso embainhada e, por consequencia, se me mijei, mijei ela (a espada) também.