segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Badslov - O Retorno (Capitulo XIII)

Capitulo XIII – Sofrimento e Dor na Floresta Negra

- Corra! Vamos temos que sair daqui! – Gritou Anna para a amiga que tinha tropeçado em um tronco.
- Não consigo! – Disse Christine aos prantos enquanto os soldados de Badslov as perseguiam pela mata.
- Vamos! – Disse Anna puxando a amiga pelo braço. – Como eu poderia imaginar que eles estavam de guarda na floresta! Temos que correr muito!
As duas desafortunadas amigas que tentavam escapar da tortura de Badslov acabaram esbarrando em um pequeno contingente de mamelucos que montava guarda na saída do condado. As jovens foram notadas rapidamente pelos terríveis soldados que decidiram caçá-las como diversão. E certamente ao capturarem suas presas estes iriam aproveitar para castigar as pobres moças de todas as formas possíveis.
À medida que entravam nas densas matas da floresta negra, mais escuro e sombrio ficava o ambiente. As amigas corriam mais do que os frágeis corpos permitiam, mas uma força interior as movia como mágica. De repente perceberam que o som tinha parado e não podiam mais ouvir os passos dos mamelucos que as perseguiam.
- Eles desistiram? - Perguntou Christine sem deixar de correr.
- Acho que os despistamos? – Respondeu Anna – Mas não vamos parar enquanto nossas forças nos permitirem correr!
- Certo! – Concordou a amiga quase sem fôlego.
Naquele momento surge na frente das moças três dos soldados que cortaram caminho por um atalho e tinham se posicionado para agarrá-las. Em seguida os outros dois chegaram atrás delas. As amigas ficaram sem saída e nada podiam fazer para fugir daquela situação. O suor corria no rosto de Christine, em toda sua vida tinha passado por diversas provações apenas pelo fato de ter nascido naquela terra maldita, e agora após ter sobrevivido até aqui a sua existência estava prestes a acabar.
- Ahahaha! – Gargalhou o líder dos mamelucos. – Duas mocinhas perdidas na floresta! Acho que o mestre Badslov não vai se importar de brincarmos um pouco com vocês!
Anna que tinha sofrido a perda do marido e jamais se conformara com tamanha maldade posicionou-se na frente de Christine e disse aos mamelucos sedentos por sangue:
- Deixem-na em paz! Ou terão que me enfrentar, seus desgraçados!
- Para com isso Anna! Eles vão te machucar! – Cochichou Christine no ouvido da amiga.
- Desculpe amiga por tê-la colocado em tamanha desgraça!
- Como ousas me desafiar! – Gritou o mameluco esbofeteando a pobre Anna que se levantou novamente. Com o olhar determinado ele fitou o seu algoz mais uma vez e disse:
- Daqui não sairei seu patife!
O Servo de Badslov sacou sua espada e apontou para o peito da moça. A sua respiração estava ofegante e Christine apavorada apertou-lhe fortemente os braços puxando Anna para trás. Ao virar-se para o mameluco recebeu um soco que a arremessou até uma árvore, onde caiu gemendo de dor.
- Nãoooooo! – Gritou Anna projetando-se para atacar o mameluco.
O maldito servo de Badslov virou-se para Anna e sem nenhuma piedade atravessou-lhe o abdômen. A moça sentiu uma forte dor cortar-lhe a delicada pele, uma onda de calor irradiou o seu corpo e pode sentir o sabor do sangue inundar a sua boca. Ela caiu de joelhos com os olhos já marejados de lágrimas. Nisso, Christine, que vira aquela desgraça pôs-se a chorar enquanto os outros mamelucos a levantavam a força.
Anna levou sua mão até o ferimento e quase sem forças percebeu que o mameluco curvara-se diante dela dizendo:
- Onde está sua valentia? Parece-me tão fraca e indefesa quanto o teu marido! Ahahaha
Ao ouvir aquela frase a moça abaixou os olhos, o seu ferimento era mortal e a dor alucinante, o seu vestido tão branco quanto a sua pele estava banhado pelo seu sangue, porém por um breve momento avistou próximo ao seu pé um pontiagudo galho em forma de estaca. Ela abaixou-se um pouco mais e pôs as suas mãos com força na terra úmida.
Christine suplicava por piedade enquanto os mamelucos riam da situação. O homem cruel levantou-se ergueu sua espada e disse:
- Cravar-te-ei essa espada e acabarei com a tua raça!
Naquele instante Anna levantou levemente sua cabeça, e agarrou com muita força aquele pedaço de madeira. Ela olhou a amiga pela última vez e sorriu. No momento que o mameluco atravessou-a com a espada nas costas, um grito de dor pode ser ouvido há quilômetros dali, mas não fora um grito de mulher. Mesmo ferida mortalmente a pobre moça conseguiu atravessar o pescoço do seu algoz que urrou de dor enquanto o sangue lhe sufocava. Em seu último suspiro ela disse:
- Cadê a sua valentia seu miserável covarde! – Cuspindo o seu próprio sangue na face desprezível do mameluco e caindo em seguida na úmida relva da floresta.
Em seus últimos pensamentos lhe veio à cabeça a imagem do marido morto injustamente, de repente uma paz tomou conta do seu corpo e a dor não pode mais ser sentida, a respiração aos poucos diminuiu e o seu coração parou de bater.
O mameluco também foi ao chão contorcendo-se enquanto os seus companheiros assistiam o sangue jorrar-lhe pelo pescoço, o maníaco assassino parecia um animal ferido arrastando-se no solo, e em alguns segundos a sua vida também apagou-se na escuridão da floresta.

4 comentários:

Fabiano disse...

E o que aconteceu com Christine????

Se murio????

Fabio Capella disse...

Aguarde o capitulo de quarta, hahahahaha

Anônimo disse...

Nossa!! O desenho ficou a cara do João!!!!
Inacreditável!!!
Parabéns Pimenta!!!!

Fabio Capella disse...

Hehehehe, esse aí é um mameluco, o nosso amiguinho Johan será bem mais elaborado! Hehehehe