domingo, 16 de dezembro de 2007

Badslov - O Retorno (Capitulo XXXVII)

Capítulo XXXVII – A Mensagem do Fantasma

Apesar do clima tenso que dominara à tarde daquelas pessoas, a noite reinava tranqüila na casa da família Del Mederos. Frodo, Capella e seus amigos agora estavam sentados na varanda da casa conversando sobre quais eram as suas opções frente a ameaça que se desenhara naquele dia.
O grande Aririus também se encontrava com os jovens naquele momento angustiante enquanto as jovens falavam de algumas amenidades ao lavarem as louças da janta ao lado da dona Nenain. Era Incrível como não paravam de tagarelar as primas Kamily e Lucienne com a jovem Christine deixando a pobre Nenain confusa diante de tantas colocações.
Do lado de fora, enquanto degustava uma refrescante jarra de aguardente com limão, o seu Aririus proclamou:
- Meus jovens! Quero que saibam que erguerei minha espada contra todos que ameaçam nosso povo e o meu menino Frodo!
- Meu Velho! Quero pedir-te uma coisa! – Disse Frodo já arquitetando tudo.
- Diga! Meu menino!
- Terás uma importante missão! Conduzirás as mulheres a salvo para o refugio na floresta!
- Não! Eu quero lutar do vosso lado! Achas que sou um inválido qualquer... – Disse seu Aririus resmungando novamente bem baixinho.
- De forma alguma! – Disse Capella entendendo a intenção do amigo. – O que Frodo está a dizer é que tu serás nossa ultima linha de defesa diante do pior e que somente a vós confiamos a missão sagrada de proteger as mulheres e crianças!
- E com certeza! Caso todos nós venhamos a cair! Tu serás o único capaz de derrotar as tropas do mal e salvar quem realmente importa do nosso povo! – Disse Pepper
- Sim! – Gritou Dan. – As mulheres!
- Não Ogro! São as crianças que são o futuro de Ieravan! – Disse Pepper repreendendo Dan.
- Ah! Deviam ser as mulheres! Ora! – Disse o Ogro envaretado.
Naquele instante todos começaram a sorrir dando seguimento aos planos para o dia seguinte. Assim a noite caiu por completa e todos foram dormir! Todos, exceto Capella que permanecia sentado ao lado de fora da casa. Seus pensamentos o perturbavam, uma dúvida tremenda tinha se instalado, será mesmo que aquilo tudo estava certo! Há dois dias atrás ele tinha certeza que sua missão estava no caminho correto, entretanto após o encontro com Johan, só restaram dúvidas ao Guerreiro da Justiça. De repente, ele percebeu uma presença se aproximando e ao olhar para o canto da varando visualizou uma intensa luminosidade que deu lugar ao bondoso conde Borislov.
Capella que só tivera aquela visão uma vez há meses atrás estava diante novamente daquele que o conduziu nessa missão, ele olhou para o fantasmagórico ser ectoplasmatico e disse:
- Oh Borislov! Que bom que vieste! Assim todos poderão ver que falo a verdade!
- Meu filho! – Disse o espírito com voz ecoante. – Vim para dizer-te que difícil será o caminho que percorrerás!
- Disso eu já sabia! Eu tenho tantas dúvidas! Ajude-me a entender algumas coisas...
- Lamento meu filho! Vossa missão possui um caminho que deve ser percorrido! Não me é permitido lhe ensiná-lo, terás que cruzar esse deserto sozinho!
- Mas como! E os guerreiros de que falaste? Estou aqui tentando reuni-los! Tem aquele que eu jurava que fosse o guerreiro da compaixão, entretanto ele repudia a profecia!
- O caminho tu indicarás! Da mesma forma os guerreiros da virtude, eles surgem para seguir esse caminho! A profecia não indica quem serão os guerreiros, ela apenas fala que a ti eles irão se juntar! Escolha-os com o coração e garanto-te que eles te seguirão cedo ou tarde!
- Borislov! Está me confundindo!
- Lamento meu filho! Só lhe digo aquilo que me é permitido dizer-te! Agora descanse para o dia que virá! E não te esqueça: vossa missão é tão forte quanto for a vossa vontade! Não desvie vosso caminho, aconteça o que acontecer!
- Borislov! Borislov! Não se vá! – Já era tarde. O fantasma de Borislov já tinha desaparecido na nevoa das brumas que cobriam aquela noite sem luar.
Capella refletiu um pouco sobre as palavras de Borislov e concluiu que estava no caminho certo até então! Mesmo que estivesse enganado em relação a Johan, algo lhe dizia que sua impressão estava correta e que ali se encontrava um dos guerreiros que faltava.
Nosso herói sentiu um cansaço repentino, como se um peso tivesse saído de suas costas, muitas questões lhe atormentavam ultimamente e a presença de Borislov era um sinal de que o caminho estava sendo percorrido. Decidiu que deveria deitar-se então para descansar, certamente os dias seguintes lhe reservariam muitas emoções!

Um comentário:

Anônimo disse...

Qdo o Borislov foi embora vc sentiu que tirou um peso das costas?

isso ta estranho....
HEHEHEHEHEHE