Capítulo XLIII – A DespedidaEstava próximo do final da tarde quando os guerreiros uniram-se no centro da cidade juntamente com o povo. Tudo já estava preparado, os espantalhos já estavam prontos e as carroças já tinham sido carregadas.
As mulheres, crianças e velhos de Ieravan já tinham partido em suas respectivas carroças, restando apenas os homens que tinham idade e condições de enfrentar a batalha.
Ederus e Motambo tinham passado as ultimas horas tentando lhes ensinar todas as estratégias apropriadas que tinham aprendido ao longo de suas aventuras e participações nos famosos Jogos de Guerra que se realizavam a cada meia década na cidade de Esparta. Eles já tinham vencido diversas vezes esses jogos em modalidades como melhor estratégia militar, manuseio da espada, escalada de terrenos e descida por cordas.
Ederus, Motambo, Frodo, Dan e Pepper aguardavam apenas pelo retorno de Capella que tinha partido com um recado muito importante para o mosteiro. Enquanto aguardavam, Dan fez uma careta para Frodo e disse:
- Sr. Frodo! Veja o que é aquilo ali?
Frodo virou-se e se deparou com Kamily e Lucienne vestidas com uma armadura que lhes sobrava no corpo. Elas tentavam carregar uma espada e um elmo, sendo visível que mal se agüentavam de pé. Frodo pôs a mão no rosto e aproximou-se da sua amada dizendo:
- Minha linda! Que fazes com essa armadura?
- A gente vai lutar! – Disse Kamily totalmente desajeitada.
- É isso aí! Nós vamos lutar até o fim! – Bradou Lucienne.
- Está certo! Então me mostre o que podes fazer com essa espada abaixada aí? Ataque-me! – Disse Frodo desafiante.
Kamily olhou para ele decidida e ao tentar erguer a lamina contra seu amado, perdeu suas forças e desabou sendo amparada pelo seu amor que lhe disse:
- Minha querida! Deixe-me te pedir uma coisa?
- Não adianta! – Gritou Lucienne. – Essa espada era pesada demais! Pega essa...
Antes mesmo de ela terminar a frase, Dan já se projetara sobre a jovem, pegando em seus braços e arrastando para um lugar onde suas idéias revolucionárias não iriam afetar a conversa de Frodo com Kamily.
- Bom! Deixe-me continuar! Sei que desejas lutar ao meu lado, mas tenho outra tarefa mais nobre para pedir-te!
- Diga então Frodo!
- Preciso que protejas meu pai! Ele tem estado muito doente nesses últimos anos e temo que ele não consiga sobreviver a viajem!
- Não, pobrezinho! – Disse Kamily caindo no golpe do amado.
- Sim! É uma doença muito grave, Cachorrousaurus Flatulum Fetidus, e preciso que estejas ao lado dele caso esta seja a sua ultima viajem! Posso contar convosco?
- Mas eu queria estar aqui ao vosso lado! E se algum mal te acontecer? Eu nem pude aproveitar...
- Xiiii. – Disse Frodo colocando o dedo sobre a boca da amada. – Não digas isso que os Deuses das Guerras podem escutar! Eu te juro Kamily! Eu sairei vencedor dessa batalha e nós seremos muito felizes!
Kamily que já começara a chorar de emoção beijou seu amado tão fortemente quanto no dia que despertara. E depois se levantou dizendo:
- Muito bem Sr. Frodo! Eu aceito a missão de proteger teus pais! Mas se o Sr. Voltar faltando um pedacinho que seja, verás comigo! Ta certo?
- De acordo minha linda! Agora vá lá acalmar a sua prima irritada! Dan está com dificuldades em mantê-la quieta!
Então Kamily correu em direção a Lucienne já pegando a prima pelo braço e contando a grande lorota que Frodo lhe aplicara. Frodo ficou observando enquanto ela falava com Lucienne que não parava de fazer caretas de quem não conseguia imaginar como a prima podia ser tão bobinha. Ao lado de Frodo parou Pepper que disse:
- Flatulum Fetidus, essa foi muito boa! De onde inventaste essa?
- Quem disse que inventei! Experimente dar repolho para o Ogro comer e verás o que acontece!
- Hehehe! De qualquer forma, é muito nobre da tua parte protegê-los assim!
- Não quero que as pessoas que amo fiquem feridas nessa guerra!
- Está certo! Agora vou despedir-me de Christine também! Nós vamos nos casar assim que tudo isso terminar!
- Nossa! Meus parabéns, grande amigo! Os deuses abençoarão vosso matrimônio.
Naquele momento Capella chegou em alta velocidade já descendo do cavalo antes mesmo que este tivesse parado.
Os guerreiros se aproximaram e Ederus disse:
- O que houve Capella? Porque vós correis tanto?
De repente o chão começou a tremer. Vários objetos que se encontravam sobre as tendas caíram no cão despedaçando-se. Os pássaros começaram a revoar desesperados e um estrondo terrível podia ser ouvido por toda a cidade. A noite já estava caindo e os últimos raios de sol atravessavam as montanhas. Os tremores de terra estavam ficando cada vez mais intensos e terríveis uivos de feras selvagens podiam ser ouvidas há quilômetros.
- Que diabos está acontecendo? Porque o chão está tremendo?
Capella recuperou o seu fôlego e apontou para o alto da montanha que estava iluminada como se estivesse em chamas, dizendo:
- Eles chegaram!
... Aqui termina o Volume I, em março começa a ser publicado o Volume II, aguardem...
2 comentários:
Tá certo que é uma ficção, mas dizer que Éderus sabe escalar já é demais!!!!
ele ainda não sabe que sabe, irá aprender mesmo quando o Fabian chegar...
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